Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 14/07/2020

A Teoria Malthusiana, no século XVIII, defendeu que a população cresceria de forma a superar a quatidade de alimentos. Em contrapartida, já no século XXI, com o desenvolvimento da tecnologia alimentícia, tem-se a problemática não mais focada na quantidade, mas sim na qualidade. Dessa forma, entende-se que a preferência e a distribuição de alimentos saudáveis são fatores que sustentam os desafios relacionados à alimentação no Brasil.

Em primeiro lugar, apesar da veriedade de alimentos saudáveis, muitas brasileiros dão preferência a produtos industrializados. Esse comportamento ocorre devido a errônea influência do modo de produção capitalista, o qual preza pela alta performance a partir da redução do tempo de tarefas que não sejam lucrativas - fato que interferir na escolha de alimentos de qualidade. Prova disso é o documnetário ‘‘Muito além do peso’’ o qual mostra a permissão de alguns pais - motivada pela redução de tempo para tarefas essenciais - aos filhos para consumirem produtos processados. Desse modo, é nítido que o modo de vida pós-moderno corrobora a irresponsável priorização por alimentos ‘‘práticos’’ que voga com um desafio à alimentação de qualidade no Brasil.

Em segundo lugar, a compra de refeições não industrializadas são feitas por poucas famílias do território tupiniquim. Isso ocorre devido aos altos preços de produtos orgânicos que, por não terem agrotóxicos, tornam-se mais caros e, por conseguinte, elitistas no âmbito alimentício. Esse cenário do consumo elitizado pode ser afirmado a partir da pesquisa realizada em 2018, pelo Organics Brasil, a qual relata que a diferença de preço entre alimentos orgânicos e comuns chega a 257%. Assim, é notório que a alimentação saudável não é acessível, de forma plena, a todos os brasileiros.

Logo, diante dos desafios relacionados à alimentação no Brasil, urge que medidas sejam aplicadas para que haja a resolução desses. Para tanto, cabe às escolas - entidades responsáveis pela formação ética e social das criança- instruí-las, por meio de aulas, a respeito da importância de uma alimentação saudável, a fim de que os alunos entendam que essa ação, ao contrário do que prega a mentalidade capitalista, é uma aliada da alta performance. Por fim, cabe ao PROCON fiscalizar os preços de produtos orgânicos com preços exorbitantes, por meio de inspeções mensais, com o fito de diminuir a elitização daqueles.