Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 21/07/2020

Em meados do século XX, o Brasil assim como outros países da América Latina, passou a experienciar a Revolução Verde, revolução essa que tinha como objetivo diminuir a fome no mundo, mas como consequência, acabou por aumentar em grandes níveis o uso de agrotóxico nas plantações. Segundo o site de informações G1, o Brasil não é apenas o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo, como um dos principais consumidores de alimentos processados. Essa situação nefasta, ocorre não somente pela ausência de uma maior rigidez do Estado na utilização de agentes químicos nas grandes plantações, como também pela falta de incentivo à produtos orgânicos no dia a dia dos brasileiros.

Em primeira análise, é preciso ressaltar como apenas em 2019, foram reconhecidas cerca de 20 substâncias químicas que são proibidas em mais de 30 países sendo utilizadas nas plantações brasileiras. Tal situação não afeta apenas a vida dos cidadãos que consumem esses produtos, como também todo um ecossistema. A utilização excessiva de agrotóxicos é uma das principais causas da diminuição de espécies essenciais para o meio ambiente, como as abelhas que são cruciais para o equilíbrio da vida vegetativa do planeta. De tal forma, a ausência de medidas que busquem reverter e controlar essa situação, revelam um Estado não comprometido com a sustentabilidade e o futuro da sociedade como um todo, uma vez em que este é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo.

Por conseguinte, se tem os altos níveis de produtos processados na alimentação diária dos brasileiros. Em consonância com o ator e ativista ambiental Kendrick Sampson, o mundo industrializado vive um paradoxo onde um morango comprado no mercado, e um copo de refrigerante podem paralelamente afetar de maneira negativa um organismo. Dessa forma, o consumo de orgânicos, se torna o meio mais saudável de alimentação atual. infelizmente, o incentivo a esses produtos é baixo, pois o país ainda busca valorizar de forma privilegiada os latifúndios, o que não apenas prejudica a saúde e a variabilidade na prateleira dos consumidores, como também a economia dos pequenos produtores.

Depreende-se, portanto, a necessidade de reverter urgentemente a atual situação. É preciso que o Estado proíba a utilização excessiva de agrotóxicos, por intermédio de leis que busquem reduzir ao máximo os impactos negativos, com a introdução de uma maior fiscalização nas grandes plantações e aplicação de multas caso as medidas não sejam seguidas. Além disso, é imprescindível que aja na mídia um maior incentivo ao consumo de orgânicos, por meio da propagação dos infinitos benefícios e dos impactos positivos gerados na economia dos pequenos agricultores familiares. Espera-se, com o conjunto dessas ações, criar um ciclo de consumo sustentável que reflita nas gerações de hoje, e as salve para as do amanhã.