Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 30/07/2020

No documentário “Muito Além do Peso” é narrada as patologias emergidas em crianças, por causa do alto consumo calórico nas suas refeições, cuja atitude é influenciada por grandes corporações. Não só na curta-metragem, mas também no Brasil, a comilança de mercadorias açucaradas ou repletas de produtos químicos tomaram severas proporções, o que traz desafios pertinentes à alimentação. Dessa forma, a mudança nos hábitos alimentares e o egocentrismo industrial corroboram esse quadro.

Primeiramente, a comida presente nos lares da população vem trazendo embargos. Na frase do filósofo Sócrates, “não vivemos para comer, mas comemos para viver”, conduz-se a ideia do cidadão ter total consciência em controlar o que ingere. Entretanto, indivíduos brasileiros antagonizam essa máxima, devido o seu cotidiano conturbado de afazeres trabalhistas, alimentando-se, por vezes, com Fast-food —alimentos processados e baratos—, para que por via deles, eles consigam realizar suas tarefas. A consequência disso é uma sociedade mais obesa e que possivelmente irá sobrecarregar o sistema hospitalar, em virtude de problemas cardíacos e hipertensão. Assim, enquanto o país não mudar essa postura maléfica, embargos, como no vídeo “Muito Além do Peso”, estarão na nação.

Segundamente, a visão apenas capitalista de companhias da elite cívica impulsiona esse caos. Isso porque muitos produtos “enganam” os consumidores que tentam manter uma alimentação saudável, por meio de rótulos que explicitam o açúcar com a palavra carboidrato, dificultando a pessoa leiga de compreender a similaridade desses conceitos. Sem falar de mercadorias aparentemente “in natura” que são vendidas para os cidadãos sem esclarecer a tonalidade de pesticidas usadas em seu cultivo. Pois, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 70% dos vegetais vendidos no país têm vestígios de agrotóxicos, sendo que 28% desse total têm substâncias proibidas. Por consequência aumenta-se a incidência de câncer, depressão e até alzheimer na população. Logo, evidencia-se a necessidade em alertar os homens acerca dessas enfermidades para perpetuar os ditos de Sócrates.

Destarte, é fulcral o combate a má refeição no contexto nacional. Nesse caso, urge que o Ministério da Saúde e a Seara midiática realizem palestras de educação nutricional nas escolas, redes sociais e no ambiente televisivo para alertar os indivíduos sobre enfermidades surgidas com excesso de alimentos industriais, dar dicas de como colorir o prato com legumes, utilizando especialistas para especificar as melhorias, em detalhes, da dieta para longevidade social e promover a perda de peso. Tal iniciativa devem buscar ajuda da Anvisa a fim de expandir fiscalizações em supermercados para averiguar a qualidade das comidas vendidas, aplicar multas nas irregularidades e obrigar a implementação de rótulos simplórios e claros. Nisso, evitar-se-á a ascensão de mazelas no país.