Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Elaborada no século XVIII, a teoria Malthusiana diz respeito ao grande crescimento populacional e à consequente insuficiência de alimento para todos. Não obstante, na contemporaneidade brasileira, a questão alimentícia não torna-se complexa pela oferta nutritiva, mas sim pela má distribuição dela e pela falta de informação sobre, o que faz com que alguns consumam, indiscriminadamente, produtos maléficos à saúde, enquanto outros não tenham outra opção senão a fome. As duas problemáticas demonstraram que existem, no Brasil, desafios relacionados à alimentação a ser superados e evitados.
Nesse sentido, cabe discutir acerca do hábito alimentar no país. É possível dizer que o século XXI é caracterizado pelo ritmo acelerado adotado, involuntariamente, pela sociedade moderna. Esse padrão de vida torna comum que os indivíduos procurem sanar suas necessidades do modo mais ágil possível. Ao saber disso, o mercado brasileiro aposta na produção de comidas ultraprocessadas, que, por meio da adição de diversas substâncias sintéticas, estão prontas para o consumo logo após a compra. Não obstante, tais adições são prejudiciais para a saúde, além de não totalizarem o que é necessário para o cotidiano do consumidor. É imperativo, portanto, que a população nacional tenha acesso à educação alimentar para ser capaz de identificar o que deve e o que não deve ser consumido.
Paralelo a isso, existe, também, no mesmo país, a realidade de limitações nutricionais e, nas piores das vezes, a escassez. Pela visão do revolucionário alemão Karl Marx, a desigualdade está necessariamente atrelada ao modo de produção capitalista injusto, que, no contexto brasileiro, é revelado pela concentração de renda e áreas de cultivo na mão de poucas pessoas e pela exploração do trabalho. É evidente, então, que, para dar fim à fome, deve haver melhor administração estatal e distribuição dos recursos para a totalidade da Nação.
Depreende-se, assim, a relevância de impedir a continuidade dos problemas relacionados à alimentação, no Brasil. Para isso, é dever do Ministério da Educação incluir, na Base Nacional Curricular Comum, aulas didáticas sobre as vantagens de manter bons hábitos alimentares, com acompanhamento da origem e do processo dos produtos consumidos, a fim de educar gerações atuais e futuras e diminuir as taxas de complicações entre os brasileiros. Quanto à fome, políticas de órgãos públicos são necessárias para promover a saciedade de todos os cidadãos, como o investimento em métodos de acesso à comida barata e saudável, bem como a redistribuição de terras cultiváveis para a agricultura familiar. Feito isso, a teoria populacional de Malthos não representará a realidade brasileira, que estará satisfeita e sadia.