Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 09/09/2020

Hipertensão, diabetes, obesidade. Diversas são as consequências na saúde de quem mantém hábitos alimentares pouco saudáveis. Sabe-se que, com a evolução do sistema capitalista e a ampliação do mercado de trabalho, a população brasileira adotou um estilo de vida corriqueiro, no qual não há tempo para se alimentar adequadamente e que prioriza os alimentos de fácil e rápido consumo. Dessa maneira, os desdobramentos de uma nutrição deficiente vai além da saúde do indivíduo, afetando, também, o sistema de saúde pública devido à ascensão e o tratamento perene das doenças crônicas.

O cotidiano buliçoso típico de uma sociedade capitalista faz com que os trabalhadores vivam atarefados, por isso, eles buscam formas de tornar as atividades básicas de sobrevivência — como a alimentação — práticas e rápidas o suficiente para se encaixarem no seu horário de trabalho. Assim, essas pessoas tendem a optar por alimentos ultraprocessados e os “fast-foods”, os quais possuem alta quantidade de calorias, gorduras e sódio, que são componentes maléficos à saúde e potenciadores da obesidade. No documentário “A Dieta do Palhaço”, uma pessoa saudável é colocada na situação extrema de consumir somente fast-food durante um mês e, após o experimento, ela apresenta doenças no fígado e um aumento considerado do seu peso. Diante disso, revela-se o grande potencial destrutivo que o alimento industrializado possui, e que a busca por praticidade no cotidiano pode ser custosa.

Destarte, a manutenção desses maus hábitos também é altamente danosa ao sistema de saúde brasileiro, visto que, com o desenvolvimento de doenças crônicas relacionadas à alimentação, a demanda por tratamento a longo prazo aumenta. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% dos adultos estão obesos, ou seja, é certo que essas pessoas irão utilizar dos recursos de saúde pública e aumentar o congestionamento de um sistema que já lida com inúmeras doenças não-evitáveis. Sendo assim, torna-se evidente a importância de uma educação alimentar apropriada para previnir o surgimento de doenças crônicas e a superlotação de hospitais.

Urge, então, a necessidade de corrigir a atual situação alimentar no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas midiáticas que informem a população em relação à alimentação equilibrada, além de orientar sobre as formas de economizar tempo e dinheiro em refeições saudáveis. A partir disso, espera-se que o consumo de comidas industrializadas diminuam e que elas sejam substituídas por alimentos de valor nutricional positivo. Ademais, as escolas devem incluir aulas e palestras obrigatórias com o assunto da Educação Alimentar e Nutricional, que alcancem os alunos e os seus responsáveis, a fim de introduzir uma dieta saudável desde o ambiente familiar. Com essas medidas, o problema das doenças crônicas e do colapso do sistema de saúde poderão ser evitados.

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