Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 05/10/2020
Com o advento de técnicas aprimoradas pós-Revolução Imdustrial, o homem cada vez mais torna-se ditador das leis universais, seguindo o Determinismo Científico, que considera a razão humana, o meio para decodificar o mundo em função de interesses coletivos. À vista disso, o planeta e a biocinese pertencente são usurpados pela política alimentar que o próprio homem lidera. Com efeito, salienta-se graves impactos ambientais e patológicos em virtude da intervenção industrial nos hábitos alimentares.
Nessa conjuntura, o mito de Ícaro e Dédalo aproxima-se metaforicamente de tal problemática. Na mitologia grega, Ícaro recebe um par de asas, e Dédalo o orienta a não usá-las o próximo ao sol e ao mar, pois causaria danos. Neste sentido, o homem moderno representa o fracasso de Ícaro, que abusou de seus poderes e perdeu suas asas, na medida que desmanda excessivamente produtos químicos na produção alimentícia, como agrotóxicos e conservantes, que influenciam maleficamente a saúde popular, propalando doenças como o câncer e mutações genéticas, além de degradar o meio ambiente. Outrossim, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil consome mais alimentos gordurosos de origem animal do que vegetal. Isso adicionado à falta de exercícios físicos são contratempos à cultura de hábitos saudáveis, pois prejudicam seriamente a fisiologia humana, com o aparecimento de anomalias, tais como a obesidade e a aterosclerose, que levam ao óbito. Além disso, o fato do país ser agroexportador de insumos, fere e atrasa a regeneração do meio ambiente, porque demanda extensas áreas desmatadas para tal produção, dizimando macro e microrganismos locais. Enfim, é evidente que crises ambientais e de saúde pública estão relacionadas à produção de alimentos alterados. Tendo a frase de Thomas Hobbes em pauta, “o Estado é responsável por garantir o bem estar da população”, é imperativo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura tornem a lei que fiscaliza o percentual de industrialização dos alimentos mais rígida. Por outras palavras, executar penalidades em empresas que desrespeitem a Constituição, de modo a tornar o Brasil salubre e harmônico para todos.