Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 11/12/2020
De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro consome pouca quantidade de alimentos orgânicos, como frutas e verduras, e prefere alimentar-se de comidas gordurosas e lanches rápidos. Mediante tal fato, é inegável que a população brasileira enfrenta desafios para adequar-se a uma alimentação correta. Dessa forma, nota-se que a origem dos péssimos hábitos alimentares advém da falta de tempo devido a um cotidiano atribulado. Assim como, da negligência do governo em promover conhecimentos básicos sobre educação alimentar para a população.
A priori, é evidente que a evolução do sistema capitalista e do mercado de trabalho fez com que as pessoas não tivessem tempo para se alimentar propriamente. Segundo o Ministério da Saúde, mais da metade da população está acima do seu peso ideal e cerca de um quinto já se encontra na taxa de obesidade. Desse modo, percebe-se que esse estilo de vida com intenso foco no trabalho combinado a uma rotina atarefada ocasiona em um descaso alimentar. Isto posto, na busca de alternativas que atendam a falta de tempo, os indivíduos tendem a buscar por comidas mais rápidas, como os fast foods, e assim, trocam uma refeição indispensável e nutritiva por lanches rápidos e gordurosos. Logo, tal cenário urge ser solucionado.
Outrossim, é notório que o governo apresenta-se omisso em relação ao bem estar da população quanto aos cuidados alimentares. Consoante o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que compreender o contexto em que está inserido. Sendo assim, a falta de incentivo à educação alimentar implica no fato de que os brasileiros não transformem seus hábitos pois não sabem como ter hábitos nutricionais saudáveis, o que facilita a propagação de mitos e mentiras sobre esse assunto. Portanto, tal perspectiva urge mitigação.
Em suma, faz-se necessário reverter esse impasse. Posto isso, o Ministério das Comunicações junto ao Governo Federal deveriam elaborar campanhas midiáticas sobre educação nutricional e a importância de alimentar-se corretamente para evitar doenças a longo prazo, essas poderiam ser veiculadas por meio das mídias sociais e propagandas na televisão - principais meios de comunicação da maioria da população - em horário nobre. A fim de mudar o comportamento das pessoas frente a essa situação e promover mais qualidade de vida para a nação brasileira. Somente assim, seria possível transformar o padrão alimentar do brasileiro descrito na pesquisa do IBGE.