Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Na série de televisão canadense “Anne with an E” a personagem principal e sua família se encontram em uma situação delicada ao precisarem racionar a quantidade de comida que colocam a mesa, devido a um declínio financeiro. Analogamente, esse cenário assemelha-se à luta cotidiana de milhares de brasileiros que vivem em situação de fome ou restrição alimentar. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à falta de postura estatal diante desse quadro alarmante mas também da raíz historico-cultural que rege os costumes alimentícios da população.
Em primeiro plano, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos que devem ser garantidos pelo Estado, sendo um deles a alimentação. Entretanto, isso não ocorre no país, segundo o IBGE quase 10 milhões de brasileiros encontram-se sem acesso regular a alimentação básica. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades em distribuir adequadamente os recursos alimentícios em território nacional, sobretudo nas áreas rurais, temos como consequência a fome e subnutrição de uma considerável parcela populacional. Desse modo, faz-se urgente a reformulaçao dessa postura.
Ademais, vale resaltar também que esta problemática está diretamente relacionada com o histórico cultural do Brasil uma vez que temos nossas práticas alimentares pautadas nos costumes indígenas, como por exemplo, o consumo de milho e mandioca. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a ingestão de alimentos de alto teor calórico e baixo valor nutricional está presente no cotidiano brasileiro, favorecendo o aumento de doenças cardiovasculares, diabetes e renais. Destarte, tudo isso retarda a solução do empecilho, já que a inadequada alimentação contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento, será revertido em investimento na alimentação básica, através da distruibuição eficiente de alimentos por todo território nacional, enfatizando as áreas de fome e miséria, uma vez que estas são as chave para a dissolução da continuidade do problema. Além de construis programas de incentivo ao consumos de grãos integrais e mantimentos de alto valor energéico. Com o objetivo de cessar a fome e alimentar adequadamente a população brasileira. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.