Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 16/01/2021
O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da alimentação no Brasil. Infelizmente, a má alimentação atinge hoje, além de adultos, crianças e adolescentes, acarretando em enfermidades futuras. Nesse sentido, é de extrema necessidade discussões sobre essa temática.
Em primeira análise, falar de globalização é falar sobre alimentação irregular. Nesse sentido, com períodos cada vez mais longos dentro das jornadas de trabalho e intervalos cada vez menores, as redes de comidas rápidas vieram como uma solução para a praticidade e rapidez que o proletariado moderno precisava. Dessa maneira, adaptando a ideia de modernidade líquida de Bauman, parece que hoje, o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro - visto que comidas industrializadas tendem a fazer muito mal à saúde - têm sido prioridade na vida do indivíduo brasileiro.
Nesse viés, analisar os efeitos da má alimentação são de extrema relevância. Diante disso, segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, mais da metade da população, 55,7% tem excesso de peso. Contudo, os frutos desses problemas são ainda mais preocupantes, visto que o sobrepeso abre porta para doenças crônicas como a diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Nota-se então, certa urgência em tratar esses problemas e seus efeitos.
Infere-se, portanto, que a alimentação é um fator de risco quando não feita da maneira correta. Assim, fica a cargo do Ministério da Educação - instância responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação - aplicarem por meio de palestras nos ensinos médio e fundamental, os benefícios de uma alimentação saudável e moderada, tratando assim o problema pela base da sociedade. Além disso, fica a responsabilidade das famílias e da mídia de propagar os malefícios das comidas industrializadas e como essas, apesar de práticas, fazem mal a longo prazo. Assim, como defendia Sartre, o ser humano será realmente capaz de fazer escolhas livres e responsáveis.