Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 28/03/2021
“Não vivemos para comer, mas comemos para viver”. A frase é do filósofo Sócrates, que destacava a importância de uma alimentação equilibrada para a vida humana. Entretanto, à falta de responsabilidade da indústria alimentícia e a rapidez da vida contemporânea impossibilita essa alimentação de qualidade no Brasil. Portanto, esses maus hábitos alimentares aumenta a taxa de doenças cardíacas e sobrepeso.
Nesse sentido, buscando ampliar suas vendas, as empresas de gêneros alimentícios, muitas vezes não possuem transparência na hora de distribuir os produtos para o mercado, visto que rótulos incompletos e vagos mascaram excesso de gorduras, carboidratos e corantes. Dessa forma, muitas pessoas são engandas pensando que estão se alimentanto de uma comida relativamente saudável, mas na verdade estão consumindo um grande número de substâncias prejudiciais à saúde. Dessa maneira, segundo Josué de Castro, a sociedade vive a era da fome oculta, ou seja, mesmo com abundância de alimentos a população carece de vitaminas e proteínas que são fundamentais para um boa qualidade alimentar.
Nesse contexto, segundo o sociólogo Zymunt Bauman, “vivemos em uma modernidade líquida, devido à inconstância e à rapidez em que os processos e as relações humanas se dão”. Em virtude disso, muitas pessoas não encontram tempo suficiente para preparar suas comidas, principalmente, os trabalhadores que passam o dia fora de casa e o tempo para as refeições acaba servindo para várias atividades do trabalho. Dessa maneira, as famosas redes de fast-food é uma alternativa para os indivíduos apressados que buscam rapidez na hora de ingerir alimentos. Porém, essa alimentação oferece altos riscos para à saúde, pois são dotadas de baixo valor nutricional e grande nível de gorduras. Logo, patologias cardíacas, sobrepeso e diabetes é resultado de uma má alimentação que começou desde a infância até a vida adulta.
Portanto, medidas são necessarias para reverter esse impasse do mau comportamento alimentar. Assim, o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, devem promover campanhas, palestras e atividades de educação alimentar ainda no ambiente escolar, pois essa problemática surge desde a infância. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve intensificar a fiscalização nas empresas de fast-food com finalidade de punir e impor uma alimentação dentro dos níveis recomendados de teor nutricional. Logo, com transparência e qualidade nutricional é possível se adaptar aos novos paradigmas contemporâneos.