Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 24/06/2021
“A história de todas as sociedades existentes até hoje é a história da luta de classes”. A partir da afirmação do filósofo Karl Marx, observa-se que em uma sociedade capitalista, a luta de classes e a desigualdade social sempre estiveram presentes. Além disso, durante a pandemia do novo Coronavírus, a taxa de desempregados no país aumentou de forma significativa, provocando maior vulnerabilidade financeira nas famílias. Sendo assim, infere-se que tal instabilidade financeira, acentuada pelo desemprego e em conjunto com o aumento nos preços dos alimentos, coopera de forma expressiva para a situação de insegurança alimentar das famílias brasileiras.
Sob tal perspectiva, conclui-se que o aumento na taxa de desemprego no Brasil está relacionado com os desafios para o acesso à alimentação, haja vista que tal problemática proporciona uma instabilidade financeira motivada pela diminuição ou ausência da renda familiar. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, aproximadamente 117 milhões de brasileiros encontram-se em situação de insegurança alimentar, ou seja, mais de 20% da população não possui acesso decorrente aos alimentos. Logo, é incoerente pensar que, em um país considerado uma das maiores economias do mundo, a alimentação fique em segundo plano.
Outrossim, é imprescindível destacar o aumento exacerbado nos preços dos alimentos, visto que contribui majoritariamente para o difícil acesso à alimentação no país. Desde o início da pandemia, decretada pela Organização Mundial da Saúde, houve um aumento de 15% nos preços dos alimentos, de acordo com o IBGE. Entretanto, o reajuste efetuado sob o salário mínimo, em 2020, não foi proporcional ao aumento dos alimentos. Desse modo, é notório que a pandemia ocasionada pelo novo Coronavírus escancarou a desigualdade social presente no Brasil. Ademais, é, também, perceptível a ineficiência da máquina pública sob tal assunto.
Portanto, é irrefutável a necessidade de medidas para combater os desafios relacionados ao acesso à alimentação no país . Em primeiro plano, é fundamental que o Ministério dos Direitos Humanos em conjunto com as ONG´S promovam ações como campanhas, por meio dos canais midiáticos, com a finalidade de receber doações de alimentos, assim, podendo entregar cestas básicas às famílias necessitadas, por meio de postos de distribuições entre as periferias do país, a fim de garantir o direito à alimentação como descrito na Constituição e diminuir o índice de insegurança alimentar. Por conseguinte, os problemas relacionados ao difícil acesso à alimentação seriam amenizados e a afirmação do filósofo Karl Marx poderia ser questionada.