Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 05/09/2021
A Agenda 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, desenvolvida pela ONU, posiciona a fome como um problema a ser resolvido até o prazo estipulado. Em relação a isso, no entanto, a menos de uma década do limite de tempo a ser atingido, a falta de alimento continua assombrando a realidade brasileira, principalmente pela concentração de renda e desigualdade social enfrentada no país. Então, mostra-se pertinente, no corpo social, o debate sobre a insegurança alimentar no Brasil.
Primeiramente, a contínua marginalização de regiões historicamente pobres, como o Nordeste, causa a falta de garantia dos direitos do povo às condições mínimas de vida. Nessa análise, o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, narra a história de uma família de migrantes sertanejos em situação precária de vivência, pois são abusados pelo dono da terra que trabalham. Os personagens sofrem de tal maneira que se encontram em necessidade de matar o seu cachorro para obter alimento. Essa trama é ficção, entretanto, a conjuntura exposta é a cruel realidade de muitos, os quais são desvalidos pela centralizadora dinâmica monetária da geografia brasileira.
Além disso, o brutal sistema econômico do país acentua o caráter desigual da população, o qual é inerente à manutenção do capitalismo. Nesse viés, a Teoria da Dependência, desenvolvida por diversos sociólogos marxistas, demonstra como em um, já referido, regime capitalista, o enriquecimento de uns vem em virtude da exploração de outros. Assim, enquanto os grandes empresários dispõe de porções exuberantes de comida, seus empregados vivem miseravelmente na tentativa de alimentar suas famílias, uma vez que os patrões pagam salários precários para que retenham mais lucro para si.
Portanto, é necessário que o governo atue para diminuir essa mazela. O Ministério do Trabalho deve assegurar à população condições monetárias para conseguir alimento, por meio de um projeto de lei apresentado à Câmara dos Deputados, no qual será sugerido o aumento do salário-mínimo, já que esse não se aponta suficiente para acomodar a subsistência dos cidadãos. Essa ação é realizada a fim de mitigar a desigualdade monetária para atender às condições básicas, como a nutrição. Logo, os desafios relativos ao comer no Brasil serão, enfim, superados.