Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 07/10/2021
O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor Thomas Muros no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Fora da ficção, a obra mostra-se distante da realidade brasileira na questão dos desafios enfrentados pela população em relação à alimentação no país. Mediante isso, questões como a lacuna educacional e a ausência de participação governamental são fatores que colaboram para o problema.
Primeiramente, é importante ressaltar que a educação é um dos principais pilares que determina atitudes e ações, a falta dela sobre a alimentação tende a gerar grandes consequências para o brasileiro. Isso pode ser observado no pensamento do filosofo Immanuel Kant, que diz que o ser humano tende a agir de acordo com a educação que recebe. Dessa forma, nota-se que a falta de ensinamentos por parte das escolas, um dos principais orgãos educador do país, tende a gerar consequências como o abuso dos alimentos, escolhas ruins e até mesmo o não reconhecimento nutricional, se tonando um grande desafio.
Ademais, a falta de participação do governo no combate aos abusos de agrotóxicos também vem se tornando um grande desafio na alimentação da população e deriva da ineficiência do poder público com a sociedade. De acordo com a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, torna-se notório o rompimento desse contrato social no cenário brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades cada vez mais produtores de alimentos estão abusando do uso de agrotóxicos e vem se tornando mais um desafio relacionado a alimentação e comprovando a ineficiência do governo na resolução nessa situação.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com os Estados e Municípios, desenvolver aulas sobre alimentação para crianças e adolescentes do 6º ano ao 3º ano do ensino médio que serão ministradas uma vez por semana com um professor e um nutricionista especializado nessa área, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados para, assim, minimizar os desafios relacionados à alimentação no Brasil.