Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 08/11/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de relações sociais, os desafios relacionados à alimentação funcionam como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de informações e de prioridade governamental impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, uma restrição do acesso ao conhecimento mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Segundo Arthur Schopenhauer, “o campo de visão das pessoas determina sua compreensão acerca do mundo”. Nessa fala, o filósofo justifica a causa da problemática: se os indivíduos não possuem informações corretas – dados, exemplos, instruções – sobre os perigos de uma alimentação inadequada, como desenvolver doenças fatais, o campo de visão será limitado. Por esse lado, essa limitação acarretará em seres com saúdes fragilizadas por um “repouso irracional”, ou seja, incapazes de refletir para melhorar sua condição de existência. Por isso, é evidente que informatizar a sociedade, promovendo uma educação alimentar que garanta uma qualidade de vida salubrar é essencial para limpar o oceano social.
Em segunda análise, uma carência de atenção governamental apresenta-se como outro fator dificultador do bem-estar civilizacional. Conforme Thomas Hobbes, na teoria do contrato social, “o governo deve garantir o bem-estar integralmente”, ou seja, deve proporcionar direitos como alimento e saúde para todos os integrantes da sociedade. Nessa ótica, o Estado não efetua essa máxima na prática, visto que muitas pessoas não possuem condições – monetárias – de possuir alimentação nutritiva e adequada, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), 10 em cada 80 passam fome. Com isso, se o governo não aplicar ações afirmativas que garantam uma saúde alimentar correta para todo o coletivo, a consequência será o aumento de desigualdades no Brasil, assim como na falta de união do corpo político e social em prol de relações interpessoais harmoniosas.
Portanto, medidas são necessárias para melhorar a segurança alimentar brasileira. Por conseguinte, cabe à escola realizar palestras, ministradas por psicólogos, com o “slogan”: “Educação alimentar”. Esse projeto pode ser feito mediante um diálogo – aberto e gratuito a toda população – entre o público presente e o especialista sobre os perigos da alimentação inadequada advinda com a ingestão de mais fast-foods e menos vegetais, por exemplo, com dados, infográficos e estatísticas, de modo a incentivar e instrucionar uma alimentação saudável na população, resultando na plantação de sementes de ideais que germinarão em teorias de desenvolvimento salubrar.