Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 14/11/2021
Na série Coreana “Itaewon class”, exibida pela Netflix, Yoo Jae-myung é o diretor executivo da Dangga Group, uma extensa empresa de alimentos, construída por ele visando privar sua família da sua experiência da fome. Fora da ficção, a realidade brasileira quanto a insegurança alimentar vem se tornando um problema cada vez mais presente. Sob essa perspectiva, faz-se necessário explorar os alicerces que sustentam a incerteza nutricional, a citar, a pobreza e a pouca demanda alimentar, no sentido de buscar desbancar tais bases prejudiciais.
Primordialmente, convém destacar como a ausência de recursos financeiros da população possibilita o desenvolvimento dos mais variados tipos de fome. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, “todos os indivíduos tem direito a educação e ao bem-estar social”. Contudo, tendo em vista a vulnerabilidade nutricional, os altos índices de inflação e a desvalorização do real brasileiro, torna-se evidente que o impasse da fome virou um cenário quase incontrolável, visto que a população está com dificuldades financeiras de comprar alimentos devido os preços serem absurdamente altos. Logo, é imprescindível que para completa desconstrução do panorama brasileiro atual, essa problemática seja revertida.
Em paralelo, é fundamental aludir a alta demanda e pouca oferta, entrave no que tange ao problema. Conforme a teoria de Adam Smith, a lei da oferta e procura, busca explicar como funciona um mercado: o que determina o preço é a quantidade de um produto no mercado. Nesse panorama de consumismo atual, a procura por produtos vem crescendo cada vez mais e os fornecedores não estão conseguindo acompanhar a demanda, fato responsável pela visível falta de alimentos em diversas prateleiras o que inclui os maiores supermercados. Por conseguinte, evidencia-se a necessidade de incentivo aos produtores: fator imprescindível para solucionar a instabilidade alimentar.
Infere-se, portanto, que insegurança alimentar brasileira precisa ter suas bases nefastas desfeitas. Para tanto, o Ministério da Economia deve, com suporte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, propiciar um auxílio alimentício permanente para pessoas vulneráveis, selecionadas por meio de pesquisas detalhadas, a fim de beneficiar exclusivamente os necessitados. Além disso, o MAPA pode ainda estimular os produtores de alimentos, através de campanhas e incentivos fiscais, a atender a demanda por alimentos demonstrando sua importância para a vida humana. Assim, os ideais nutricionais serão alcançáveis e proposito brasileiro em prol do bem-estar nutricional estará alinhado com o objetivo de Yoo Jae-myung.