Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 17/11/2021

Na obra “O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se marcante no semblante nacional em detrimento dos obstáculos relacionados à alimentação no país. Sob essa ótica, nota-se que a qualidade nutricional cotidiana e o estilo de vida contemporâneo são fatores contribuintes para esse contexto desafiador. Logo, rever as ações e a situação alimentar no território é imprescindível para solucionar possíveis vicissitudes e garantir qualidade de vida a todos os cidadãos.

Nesse tocante, enaltece-se que a variedade aliada à riqueza nutricional dos alimentos ingeridos diariamente influem, decisivamente, na saúde dos indivíduos. Acerda dessa lógica, na era moderna, o progresso tecnológico impulsionou o uso de sofisticados maquinários e insumos químicos na produção alimentícia, como praticado no Centro-Oeste. Por conseguinte, a fabricação elevou os preços das refeições e rompeu a pureza orgânica dos alimentos com a contaminação dos agrotóxicos, seja nos produtos ou seja no ambiente. Assim, o cenário correlativo socioeconômico, além de empobrecer as merendas, atesta na prática o ideal do filósof Zygmunt Baumann, o qual afirma que ações de um ser afeta o bem-estar do outro, já que o mundo é globalizado e interdependente.

Sob esse viés, destaca-se que a sociedade hodierna adaptou o ato de comer à rotina agitada dos centros urbanos, uma vez que o tempo de se alimentar diminui ou perdeu prioridade para outras atividades. Nesse raciocínio, a correria criou a necessidade de pratos prontos ou de fácil acesso, por exemplo, a ingestão de comidas congeladas e de fast-food. De fato, a dieta moderna baseada em carboidratos, gorduras e pouca hortaliças faz parte do dia a dia de um contingente. Efetivamente, essa situação populacional é análoga aos dados do IBGE (Instituto Brasileiros de Geografia e Estatítica), em que 87% das pessoas possuem esse regime alimentar devido à praticidade.

Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se a relevância desses fatores ditos no aumento dos empecilhos alimentares na nação. Desse modo, cabe ao Ministério da Economia, por intermádeio de reuniões, criar acordos de custo e regras limitantes no uso de defensivos agrícolas no intuito de diminuir os valores e o contágio químico. Outrossim, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), mediante encontros semanais, realizar palestras socioeducativas à comunidade- visto que atos coletivos transformam- a fim de esclarecer os impactos da má nutrição e incitar melhorias nos pratos. Dessa maneira, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos do contingente brasileiro.