Os direitos das crianças e adolescentes no Brasil

Enviada em 15/07/2020

No período da revolução industrial as crianças que trabalhavam nas fábricas ganhavam menos que os adultos, pelo fato de serem mais novas. Hodiernamente, no Brasil, por mais que o serviço seja agora ilegal para o público infantil, esse continua a sofrer com a negligência dos maiores para com eles. Dessa forma, tem-se como barreira para o efetivo direito da criança e do adolescente: a persistência do trabalho infantil e a precariedade de estabelecer lazer para todos dessa faixa etária.

A princípio, vale ressaltar que nas mineradoras os menores de idade eram usados para passar nas cavernas, por serem menores e conseguir passar com mais facilidade nos pequenos buracos da escavação.Na tentativa de acabar com práticas semelhantes, o Estatuto da Criança e do Adolescente proibiu a atividade laboral para menos de 16 anos. No entanto,  em contraste ao ECA, o grupo pueril com baixo poder aquisitivo ainda realiza algum tipo de afazer, devido as necessidades da casa. Por esse viés, pode-se notar a frequência de crianças vendendo doces no sinal, por exemplo, para que haja o básico para ele e os demais. Tal fato vai em oposição ao o que está legislado como garantia. Logo, para que de fato o direito seja executado é preciso adotar medidas cidadãs que visem uma maior renda familiar.

Além disso, é lícito postular que um dos direitos dessa faixa etária é o estabelecimento do brincar. Isso porque, a Constituição assegura para todos os cidadãos o direito de ter acesso à lazer. A importância desse artigo, além de permitir o desenvolvimento físico e social, posibilita maiores oportunidades para o adolescente no futuro. Prova disso, é o caso de Ronald, morador de Belford Roxo, que devido ao projeto jogos da baixada conseguiu um contrato no flamengo para jogar futebol de modo profissional, indo de oposição a muitos meninos do mesmo bairro que não tiveram a chance de mudar sua realidade por meio do esporte. Por essa perspectiva, torna-se necessária a valorização e o investimento na área do esporte para garantir ao menor o lazer e, posteriomente, oportunidades.

Urge, portanto, medidas que visem estabelecer, para todas crianças e adolescentes, a execução dos seus direitos. Para isso, as Instituições escolares -responsáveis pela cidadania- pode oferecer maior especialização para os pais dos alunos, por meio de cursos profissionalizantes gratuitos, para que a renda familiar possa aumentar sem que haja trabalho infantil. Concomitantemente, o Poder Público -como provedor do bem-estar social - precisa valorizar o esporte nos diferentes bairros, por intermédio do investimento em quadras de esportes, objetivando o uso do espaço para o aprendizado esportivo de adolescentes. Dessarte, os direitos serão estabelecidos e a situação infantil de precariedade estará apenas no passado de nossa história.