Os direitos das crianças e adolescentes no Brasil

Enviada em 13/07/2020

No filme “Harry Potter e a pedra filosofal” é representado como tema secundário os maus-tratos vivenciado por um menino através da família, sendo eles castigos, abandono e desacatos cruéis. Não distante da ficção, na sociedade brasileira ainda persiste essa conduta em questão, não somente em crianças como também em adolescentes, transformando-se até em agressões físicas. Destarte, há uma necessidade de analisar os fatores que contribuem para a constância desse no contexto hodierno.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a falta de comprometimento parental em relação a busca de conhecimento sobre a educação que diverge da violência. Consoante ao pensamento do psiquiatra e escritor Augusto Cury “Os frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias”, é consueto creditar que o sentimento pertencente a vítima pós essa ação seja de respeito, entretanto somente é adquirido o medo ao agredido. Desse modo, não há uma busca do agressor em favor de conhecimentos mais práticos e que sejam aprimoradores do afeto e respeito entre eles, como lugares para se pensar quando ocorrer a desobediência ou brincadeiras educadoras e até mesmo uma diferenciada conversa.

Outro ponto que se faz relevante nessa perspectiva é a quantidade exorbitante de abandonos ser recorrente no Brasil daqueles que são incapazes de se manter , seja por falta de condição financeira do progenitor, estabilidade emocional ou uma questão moral. De acordo com os dados que são fornecidos pelo site “O Globo” cerca de 47 mil crianças são acometidas em abrigos, uma vez que seus pais ou responsáveis tomaram a decisão de não os sustentar. Além disso, há consequências que também são plausíveis de se levantar, como a carga emocional que desde a infância serão carregadas devido ao trauma causados pela falta de vivência fraternal e as motivações que esse teve.

À luz do exposto, é imperioso que haja uma minimização dos impactos causados nos indivíduos e um aprimoramento na conscientização social. Logo, a Delegacia de Proteção à Criança juntamente com a mídia local deve se empenhar nas buscas pelos maus-tratos infantil através de propagandas informativas que ensinem as vítimas a procurar por ajuda governamental e ampliar também essa questão de divulgação para que tenha uma explanação de maneiras diversificadas para se educar uma criança, não se prendendo a modos torturantes. Cabe ao Conselho Tutelar em união com psicólogos regionais, dar moradia aos abandonados assim como está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente ser de responsabilidade do governo quando existe a ausência de responsáveis e, também, dar uma assistência na questão psíquica de todos que se encontram nessa situação. Feito isso, a realidade que se estende pelo país poderá ser modificada, se desenvolvendo para uma coletividade  melhor e mais justa.