Os direitos das crianças e adolescentes no Brasil
Enviada em 16/07/2020
A primeira Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, foi marcada por novas tecnologias de produção. Dessa forma, com a expansão do capitalismo, para aumentar os lucros, empregavam-se crianças a partir de seus seis anos de idade, devido a mão de obra barata desses indivíduos. Com isso, constantemente, a exploração infantil ocorria em fábricas e, por isso, percebe-se a relevância dos direitos de crianças e adolescente serem assegurados, tendo em mente a fase biológica que vivem e a banalização do descaso a infância que persiste, no Brasil contemporâneo.
Inicialmente, é necessário ressaltar a importância da escola na formação dos púberes. Segundo a Neurociência, a parte do lobo frontal, que é responsável pelo senso crítico, ainda está em processo de desenvolvimento no período da adolescência. Com isso, os jovens que vivem em condições de ausência de desenvolvimento educacional, estão suscetível a serem adultos em que a ação e o pensamento crítico estão comprometidos. Logo, a educação é um direito, notavelmente, indispensável.
Ademais, a falta de compreensão da sociedade em relação a vulnerabilidade dos menores de idade, propícia empecilhos como a banalidade das problemáticas. De acordo com Hannah Arendth, filósofa alemã, os indivíduos são levados pela rotina de modo a não perceberem determinadas maldades que os rodeiam. Em conformidade a isso, é notório que a população mais jovem enfrenta desafios, em que, por exemplo, são castigados fisicamente por seus próprios pais, fator que confronta o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas que é visto como normal por grande parte da sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar tais problemas. Com isso, o Ministério das Comunicações deve instruir a população a respeito dos direitos dos juvenis, de modo que a população tenha conhecimento sobre a maneira correta de agir, em meio as diferentes situações do cotidiano. Dessa maneira, tal ação deve ser efetivada por meio de propagandas televisivas e pelas redes sociais, assim também como a divulgação de formas de contatar as autoridades caso os direitos dos infantis sejam desrespeitados. Para que assim, a realidade da juventude não se assemelhe as atrocidades vivenciadas na Revolução Industrial, mas, sim, que a infância seja preservada e guiada ao desenvolvimento educacional.