Os direitos das crianças e adolescentes no Brasil

Enviada em 31/05/2021

´´Criança Morta´´ é uma obra do pintor Cândido Portinari, a qual ambienta o semblante sofrível de uma família ao inserir na imagem a morte de uma criança. Evoca atenção o protagonismo de cores fúnebres e cinzentas para dimensinar a tristeza e a desolação, haja vista que mais uma vítima era afetada pelas condições de seca no cenário pintado pelo artista. Logo, respeitante à iconografia, os direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil sofre uma expressiva semelhança, pois duas problemáticas obstaculizam a harmonia social: a disfuncionalidade familiar e estatal.

A princípio, a origem da sociedade advém das famílias, sem esse princípio todos os direitos são corrompidos. Tal acepção orquestra com a filosofia de Santo Agostinho, ao discernir que a não percepção do mal contribui para sintonia com esse. Analogamente, as famílias brasileiras que não acompanham a integridade física e mental das crianças sintonizam com a ruptura da harmonia entre os jovens, ou seja, compactuam com uma tipologia de mal. Sobre isso, com a disfuncionalidade familiar, os filhos perpassam quadros de negligência e violência doméstica, dois fatos que são camuflados pela falsa paternidade, a qual cresce nos lares ao discernir uma autoridade violenta e desmazelada para educar. Desse modo, as crianças sofrem em silêncio e com a perda gradual de seus privilégios.

Outrossim, a omissão das instituições também populariza a problemática. Essa verdade contempla a música ´´Menina de Rua´´, performada pela banda Melim, a qual caracteriza o sofrimento de uma criança em situações degradantes proporcionadas pela cidade. Nesse viés, a anormalidade presente no Brasil, titulada pela perda de direitos aos jovens, é fomentada pelo sumiço social de singulares escolas e de outros serviços institucionais. Em vista disso, a atuação dos setores sociais ainda é irrisória e declara a relativização da situação infantil, além disso, ocorre uma diminuta provocação de programas sociais na realidade, os quais seriam úteis na realização de obras, mas permanecem omissos. Em suma, a presença institucional nessa problemática revitalizaria os privilégios das crianças brasileiras.

Portanto, compete aos agentes sociais sanar a má execução dos direitos às crianças e aos jovens no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve publicitar sessões dialogais nas escolas, com a presença de mesas de bate-papo que insiram os professores e as famílias, mediante verbas estatais, posto que ampliará a funcionalidade familiar, a fim de fundamentar os privilégios das crianças. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a projeção de espaços de entretenimento e saúde infantil nas áreas públicas, por meio de divulgações midiáticas, pois contemplarão a atuação das instituiçoes, com fins na harmonia entre os jovens. Somente assim, o cinza e fúnebre da realidade adornada nos quadros serão convertidos em cores que simplificarão o bem-estar das crianças brasileiras.