Os direitos de estudantes gestantes em evidência no Brasil
Enviada em 23/02/2024
A série “Gilmore Girls” conta a história de Lorelai Gilmore que, ao engravidar no final do seu ensino médio, tem dificuldade de conciliar a maternidade e os estudos e abre mão da faculdade para cuidar da sua filha. Da mesma forma, muitas gestantes e puérperas optam por não continuar seus estudos, seja por falta de conhecimento sobre seus direitos ou por falta de uma rede de apoio. Assim, esses obstáculos devem ser eliminados para a garantia da qualidade de vida desse grupo social.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar que muitas mulheres não sabem que a lei brasileira prevê licença-maternidade para estudantes, dando a elas o direito de realizar as tarefas escolares em casa e com o auxílio dos educadores. Nesse ângulo, muitas estudantes grávidas não são amparadas nesse momento por não buscarem seus direitos. Desse modo, é de extrema importância corrigir essa falha informacional.
De maneira análoga, é importante salientar que a falta de uma rede de apoio, ou seja, um grupo de pessoas dispostas a ajudar a nova mãe, também se torna um obstáculo para a execução do direito da estudante gestante. Nesse ângulo, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação em conjunto com a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso), 18,1% das meninas de 15 a 29 anos deixaram a escola por conta da gravidez. A coordenadora da pesquisa Miriam Abramovay, ainda ressaltou que a maioria delas não tinha apoio da família ou estrutura na escola para receber os bebês, por isso abandonaram os estudos para cuidar dos filhos. Dessa maneira, torna-se necessário fornecer apoio a essas mulheres.
Logo, com base nos argumentos citados, surge a necessidade de corrigir essa situação. Portanto, é necessário que as instituições de ensino, como escolas e universidades, forneçam acompanhamento para as gestantes e creches para os filhos dos estudantes, por meio da contratação de profissionais qualificados, a fim de dar evidência aos direitos das estudantes gestantes e fazer se cumprir a lei brasileira que ampara esse grupo. Por conseguinte, as mulheres brasileiras não precisarão enfrentar o mesmo dilema que Lorelai Gilmore enfrentou.