Os direitos de estudantes gestantes em evidência no Brasil
Enviada em 17/07/2024
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, nota-se a dificuldade em garantir os direitos de estudantes gestantes no Brasil, devido à invisibilidade e à negligência governamental. Logo, é imprescindível refletir e intervir nessas problemáticas para promover a harmonia social.
Primeiramente, deve-se destacar a invisibilidade como um dos principais fatores que contribuem para essa questão. A falta de políticas públicas específicas faz com que muitas jovens não concluam o ensino, perpetuando a situação de vulnerabilidade. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, mecanismos que deveriam proteger frequentemente se convertem em formas de opressão quando não são implementados de maneira adequada. Essa lacuna não apenas revela a ineficácia governamental, mas também a ausência de leis vigentes eficazes.
Além disso, é fundamental apontar a negligência governamental como um problema persistente no país. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais. Prova disso é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para a aplicação do artigo 23 da “Constituição Cidadã”, que garante, entre outros direitos, condições dignas e satisfatórias de educação. Nesse contexto, muitas estudantes não têm conhecimento de seus direitos e acabam não conseguindo conciliar a gestação com os estudos, o que gera o abandono escolar.
Portanto, é nítido que o debate sobre os desafios para a garantia dos direitos das estudantes gestantes no país é relevante e precisa ser difundido. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC) elaborar uma rede de ensino mais justa e inclusiva, que conscientize e demonstre que é possível conciliar a gestação com os estudos.Ademais, a mídia deve ser utilizada como ferramenta de conscientização e informação, por meio de campanhas educativas em canais de televisão e redes sociais, a fim de aumentar o número de estudantes informadas sobre seus direitos.
Somente assim a Constituição será coerente com os seus atos .