Os direitos de estudantes gestantes em evidência no Brasil
Enviada em 03/10/2024
No período histórico dos anos 2000, houve uma onda alarmante de jovens menores de idade grávidas, devido ao início de uma vida sexual de maneira precoce. Em relação ao contexto hodierno, ocorreu uma permanência dessa adultização extemporânea. Por conseguinte, esse comportamento leva a outra preocupação, que é a situação escolar de muitas dessas adolescentes. Por isso é fulcral o alcance de seus direitos. Diante disso, é necessário que haja a explanação em relação a importância de concluir o ensino e a necessidade da condução médica para realizar o planejamento familiar.
Convém relembrar que, sob a óptica social, as gestantes são configuradas como seres incapazes, devido a sua condição física. Infelizmente, essas convicções capacitistas são levadas para o campo da educação também. Por isso, consequentemente, há uma desistência ou uma procrastinação demasiada na conclusão dos estudos escolares, dificultando o ingresso dessa jovem futuramente no mercado de trabalho. Sob esse viés, cabe citar o filme Junnie, o qual mostra os desrespeitos pautados em preconceito e vulnerabilidade enfrentados na gravidez na adolescência, devido a uma sociedade conservadora. Desse modo, é visível a extrema importância de garantir a adesão desse grupo ao ensino como forma de ascensão social.
Outrossim, é válido ressaltar que tal pauta ainda é recheada por um grande julgamento pré concebido da paciente, até mesmo em ambientes hospitalares, ocasionando, assim, uma ausência em consultas pré-natais e de planejamento familiar. Sob esse prisma, é válido referenciar a poetisa brasileira Marianna Moreno que afirma “Para ser um bom médico é necessário manter a humanidade e a compaixão”. Conforme o que foi visto, mostra-se a urgência de se restabelecer um tratamento empático levando em consideração o respeito ao paciente e seu bebê.
Em síntese, configura-se como essencial a democratização no que diz respeito aos direitos dessa classe. Logo, cabe ao Governo Federal, como agente resolutor máximo, aliado ao Ministério da Saúde, ampliar as rodas de debates acerca do tema, por meio de propagandas televisivas que explanem a pauta, para que haja o regozijo das garantias constitucionais e a diminuição da intolerância na gravidez.