Os direitos de estudantes gestantes em evidência no Brasil

Enviada em 26/10/2024

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça.” Entretanto, o contexto do Brasil contraria-o, uma vez que a dificuldade educacional a respeito das gestantes mostra-se como uma questão de injustiça e aversão, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Sob esse viés, é necessário acabar com esse panorama de desequilíbrio, que é influenciado em virtude da omissão estatal e do silenciamento social.

A princípio, é imperioso destacar a inércia estatal como um fator determinante para a problemática. Nesse sentido, John Locke, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria os direitos aos indíviduos. Todavia, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que a educação em relação as gestantes não têm sido tratadas com a devida impôrtancia. Nesse contexto, a ausência da autoridade estatal se justifica pela carência de políticas públicas que garantam a segurança educacional para as mulheres grávidas, uma vez que falta acompanhamentos médicos no ambiente escolar, o que demonstra total negligência do governo em prover esse hábito a sociedade. Desse modo, enquanto a omissão existir, o bem-estar será exceção.

Ademais, a invisibilidade ratifica a procupante situação mencionada. Dessa maneira, os cientistas sociais do podcast “Conexão Ufrj” afirmam que existe um apagamento crônico em relação as minorias, que são excluídas no cotidiano, seja em razão do seu gênero, classe ou função social. Nesse viés, as estudantes gestantes sofrem por tal indiferença anunciada, haja vista a falta de debates públicos na família e na escola sobre a necessidade do auxílio educacional, o que gera consequências negativas para a qualidade de vida, autoestima e a autoconfiança das gestantes. Assim, é notório que o silenciamento inviabiliza a construção de uma sociedade solidária.

Portanto, o Ministério da Educação e as mídias, devem por meio de projetos sociais, disponibilizar o acompanhamento médicos especializado para as mulheres grávidas, além de promover debates públicos para ressaltar a impôrtancia da educação na vida das pessoas, com a finalidade de promover o bem-estar. Com isso, o conceito defendido por Locke, será, em breve, realidade.