Os direitos de estudantes gestantes em evidência no Brasil
Enviada em 14/03/2025
Na série “Maid”, da Netflix, é narrada a história de uma garota a qual abandona a chance de entrar no ensino superior para cuidar de sua filha. Essa realidade não existe apenas na ficção, várias jovens grávidas, ao não terem seus direitos garantidos, acabam por largar o ambiente educacional. Dessa forma, diversas mulheres tem menores oportunidades para entrar no mercado de trabalho, além de sofrerem preconceitos caso decidam continuar os estudos.
Em primeira instância, é válido ressaltar a dificuldade das mães jovens de conseguir um emprego, quando não concluíram os estudos. De acordo com uma pesquisa do IBGE, 18% da evasão escolar é motivada pela gravidez, fica evidente que em uma sociedade a qual é necessário um alto índice cada vez maior de profissionalização para conquistar uma vaga de emprego, essas meninas ficam para trás, sendo substituídas por jovens sem filhos.
Em paralelo, as alunas que decidem continuar a educação sofrem com preconceitos, tanto de professores e colegas, principalmente por uma questão social. Mesmo que tenham o direito, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolecente, de terminar os estudos da melhor forma possível-para a gestante e para o feto-, a sociedade brasileira ainda enraizada pelo machismo(uma forma de preconceito no qual se tem a ideia de que o homem está acima na sociedade), faz com que mulheres se sintam pressionadas a largar o aprendizado e se especializem apenas na maternidade, por ser esse seu “papel”.
Em suma, é imprescindível uma mudança no cenário das alunas que gestam no Brasil. Para isso é necessário medidas como projetos de lei, criados pelo Ministério da Educação em conjunto à prefeituras de todo o país, os quais façam palestras, voltadas para educandos e educadores, sobre os direito de jovens grávidas e formas de incentivá-las a não desistir da formação acadêmica. Dessa forma, histórias como as do seriado “Maid” não serão a verdade no Estado brasileiro.