Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 08/05/2020

Em meados do século V a.C, o filósofo ateniense Sócrates desenvolveu a máxima “Conhece-te a ti mesmo”. Em resumo, ele demostrava a importância do reconhecimento de suas próprias fraquezas e qualidades. Analogamente, na atual era digital, a falta do autoconhecimento se revela um problema. O grande fluxo de informações pessoais aliado à grande dependência pela opinião alheia são agravantes de tal problema e requerem medidas para sua erradicação.

Em primeiro lugar, o depósito constante de informações pessoais nas mídias é um considerável problema. A exemplo disso, de forma mais generalizada, o filme “Snowden” relata o enorme poder de vigilância e manipulação que os principais governos mundiais possuem. Dessa forma o constante fluxo dessas informações se torna um problema, na medida em que, aquele que utiliza de tais mídias, sem que reconheça o que realmente lhe interessa, se torna facilmente influenciado.

Ademais, a dependência, por parte de algumas pessoas, pela opinião alheia também se demonstra um empecilho. De maneira semelhante, a série, produzida pela “Netflix”, “Sex Education”, mesmo com enfoque nos mais jovens, revela que um número relevante de pessoas sentem a necessidade de aprovação, e encontram nas redes sociais uma forma de amenizar tal carência. Elucidando portanto, que tal dependência faz com que a falta do autoconhecimento se torne ainda mais problemática.

Por conseguinte, torna-se necessária atuação do governo e da sociedade em tais problemas. Primeiramente, o governo federal, junto ao Poder Legislativo, deve instituir leis, através de votações no senado, que regulem a atuação daqueles que possuem maneiras de vigiar e analisar dados pessoais nas mídias, dessa forma, contendo a manipulação que sofrem os usuários. Além disso, o Ministério da Educação, através do repasse de verbas à estados e municípios, deve desenvolver programas, em escolas e comunidades, que conscientizem a respeito da importância de se autoconhecer e não depender de opiniões exteriores para aprovação. Agindo dessa forma, assim como priorizava Sócrates, a importância do autoconhecimento se disseminará mais facilmente.