Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 02/05/2020

Segundo Karl Marx, “A sociedade é constituída por classes sociais que se mantêm por meio de ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção, ou seja, as elites”. Nesse contexto, notam-se desafios ligados à falta de autoconhecimento na era digital por estereótipos da sociedade civil. Portanto, haja em vista que o autoconhecimento é fundamental para minimizar os efeitos da alienação social da nação, logo, ela deve ser efetivada pelos agentes adequados.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que o Brasil é o primeiro no ranking de países com maior número de pessoas com ansiedade, são 18,6 milhões de brasileiros, conforme aponta a Organização Mundial de Saúde. Nesse sentido, tal situação está associada a uma falta de autoconhecimento dos brasileiros, pois essa deficiência resulta em uma epidemia de transtornos mentais vinculados a uma dificuldade de interação social. Dessarte, dificulta o desenvolvimento e autonomia dos indivíduos.

Em segundo plano, a atual globalização em relação aos meus digitais favorece à falta de autoconhecimento e proporciona uma ampla alienação, de modo que cria estereótipos a fim de moldar as opiniões públicas e submissos aos lançamentos do mercado globalizado. Dessa forma, é evidente que para alcançar os padrões estabelecidos ocorre perdas irreparáveis nos valores individuais dos seres humanos e culturais de um país.

Infere-se, por conseguinte, que a questão da falta de autoconhecimento se encontra interligada com a alienação e aos padrões preestabelecidos. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio de investimentos ampliar a capacitação de profissionais especializados em saúde mental, com o objetivo de oferecer à população acompanhamento psicológico. Assim, será possível reverter as ideologias e preceitos estabelecidos pelos meios de produção e ofertar condições para reconstruir o autoconhecimento e os valores essências a esses cidadãos.