Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 05/05/2020

A partir da primeira Revolução Industrial a ausência de reconhecimento na produção foi um assunto muito abordado pelos sociólogos, e atualmente, essa falta de conhecimento é causada, principalmente, pelo mundo digital, no qual a alienação das pessoas ocorre por meio de propagandas, controle de dados e influenciadores digitais. Nesse sentido, as mídias influenciam direta e indiretamente nas escolhas e desejos de toda uma sociedade, e os indivíduos por vez, não reconhecem essa problemática.

Nesse contexto, é importante salientar que, as empresas de marketing e o sistema de controle de dados conseguem facilmente induzir as pessoas a comprar itens, as vezes, com preços altos e desnecessários, através da venda de imagens idealizadas de famílias e seres mais felizes por causa do produto, e pela manipulação de propagandas personalizadas. Nesse viés, a analogia feita entre bens materiais e bem estar é um fator de incentivo para o consumismo da sociedade capitalista, o que persiste os problemas de ansiedade no mundo, já que o objetivo é sempre ter mais.

Ademais, as redes sociais também são veículos que destacam a falta de sabedoria própria, pois o excesso de divulgação da vida pessoal demonstra a busca por aprovação de outros, consequentemente, essa carência estimula a agressividade, como comentários de ódio, e a insegurança, por exemplo na comparação da própria vida com outras. Nessa perspectiva, segundo Sócrates, será sábio quem conhecer a si mesmo e tornar-se consciente da própria ignorância.

Infere-se, portanto, que deve a haver um uso disciplinado do acesso do homem como usuário no mundo digital. Sendo assim, cabe as companhias de mídias sociais elaborarem um sistema de incentivo do discurso de autovalorização e autoconhecimento, por meio dos próprios influenciadores e com campanhas que utilizem hashtags com os mesmo fins, encorajando, dessa forma, o auto respeito e os limites da exposição virtual. Assim, pode-se-á ter uma sociedade mais saúdavel socialmente e menos consumista.