Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 05/05/2020

Parafraseando o premiado diretor Steve Spielberg, todos nós, em cada ano, somos pessoas diferentes, a fluidez de nossas ações é constante, fato explicado principalmente com as mudanças digitais e tecnológicas que nos cercam. A esse respeito, com o passar da evolução, indagações sobre a falta de autoconhecimento e pertencimento sobre nossas vidas e ações vieram à tona. Deste modo, cabe avaliar os efeitos que tal problematização ocasiona.

Antes de tudo, é lícitos denotar que grande maioria das pessoas mal conhecem o próprio “Eu”, e logo tornam-se presas fáceis nesse mundo digital. A exemplo, de acordo com a organização mundial da saúde (OMS), a taxa de suicídios cresceu 70% nos anos 8 anos, crescente a gráficos de usos dos meios sociais tecnológicos. Assim, jovens com pensamento ainda imaturo e não formado procuram no álcool e nas drogas um desabafo sobre a vida, além de que em suas redes sociais mostram a rotina frenética de baladas e diversões, fugindo do convívio e afeto pessoal, e adentrando sem equilíbrio no meio virtual e perigoso.

Ademais, convêm ressaltar que pessoas em situação existencial de conhecimento são atraídas para grupos e comunidades que praticam  feitorias não éticas. Nesse contexto, a exemplo, Chans da Deep Web recrutam pessoas que estão com psicológicos desequilibrados  e discutem temas e projetos totalmente fora da realidade moral, como o massacre do Suzano, qual, 2 garotos adentraram em uma escola e abriram fogo contra crianças e jovens. Esse caso surgiu primeiramente em forúns e chans da internet profunda ,que permite esses planos e diálogos, além de compra de armas e etc. Assim, é importante que o acompanhamento desses indivíduos em fase autoconhecimento, uma vez que podem se tornar fantoches na mãos de más intencionados.

Portanto, diante dos fatos, é necessário que ações sejam tomadas para solucionar esse entrave. Dentre elas, é preciso que o Estado crie, por meio de verbas governamentais, projetos que levem debates e atividade lúdicas sobre o tema, nos centros acadêmicos e urbanos, a fim de que tal diálogo auxilie a formação do autoconhecimento  saudável para os cidadãos. Também, cabe aos pais e donos de lares, um maior acompanhamento sobre os jovens, uma vez que são o público mais afetado como esse problema. Assim, tais ações contribuem de forma democrática e precisa na formação do autoconhecimentos da população brasileira..