Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 09/07/2020
No livro 1984, é mostrada uma sociedade no qual a falta de autoconhecimento, em junção com a mídia e governos autoritários, criam pessoas alienadas e fáceis de manipular. Todavia, não é somente na ficção em que tais ações ocorrem, dado que segundo o site de notícias Clientesa, 52% dos seus entrevistados confirmam que já foram influenciados ao menos uma vez por órgão midiáticos. Desse modo, vale debater quais são os efeitos da falta de autognosia na era digital e quais medidas podem ser tomadas pelo Estado para reverter essa problemática.
De início, deve-se destacar que, de acordo com o filósofo Sócrates, ’’ para compreender o mundo é necessário conhecer a si mesmo’’. Ademais, o raciocínio desse pensador pode ser comprovado ao se observar que a criação do logaritmo (inteligencia artificial usada para apresentar assuntos que se relacionem com as últimas pesquisas dos usuários) tem corroborado para a disseminação de ‘‘fake news’’. Dessa forma, o ato de pesquisar muito sobre um tema sem estar devidamente informado, faz muitas pessoas serem coagidas a acreditarem em assuntos que são recorrentes, independente da notícia ser falsa ou não, e por conseguinte acaba-se por criar uma bolha social que solidifica uma crença que não lhes pertence.
Em segundo lugar, cabe informar que, para os intelectuais da escola Frankfurt, desde a consolidação do capitalismo que a arte e a mídia trabalham em prol do lucro. Destarte, essas informações podem mostrar sua veracidade ao analisar as informações do jornal exame, que afirma que 77% dos brasileiro já compraram algum produto por indução de propagandas ou algum ‘‘influencer’’. Outrossim, o poder de influência das meios de comunicação, somado com o uso de dados pessoais para empresas de venda ‘‘online’’ e ausência de auto controle sobre si, gera um ciclo consumista vicioso, que tem como consequência, no endividamento de milhares de pessoas.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Estado, em parceria com as escolas, criar formas de evitar que o algoritmo seja imposto a todos os cidadãos e adicionar educação financeira na grade curricular. Isso pode se feito por meio da criação de leis que tornem possível aos usuários habilitarem e desabilitarem a opção de indicação por meio de pesquisas recentes, tendo como punição o pagamento de multas para os meios de comunicação que não se ajustem as novas medidas, além disso cabe as escolas educar os jovens sobre a forma correta de gastar seu dinheiro, assim evitando o endividamento dos educandos. Dessa maneira, será provável que as pessoas tenham acesso a mais informações e assim evitem ser alienadas e usadas pelo capitalismo.