Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 15/06/2020
“O povo foge da ignorância apesar de viver tão perto dela”. Esse trecho da canção “Admirável gado novo”, do cantor e compositor brasileiro Zé Ramalho, retrata não somente a realidade social vivida nos anos oitenta mas também a atual. Ainda, a qual retrata o ser humano que faz uso e domina os aparatos digitais, porém se deixa ser influenciado pelas redes sociais que o levarão à problemas psicológicos por conta de uso excessivo.
Ademais, autor francês Guy Debord afirma em seu livro “A sociedade do espetáculo” que a produção de exibições tomou conta de toda a vida social; o poder espetacular manifesta-se agora de forma integrada, já que desapareceram os movimentos sociais de oposição. Conseguinte, a população não necessita apenas possuir determinados bens, mas sim, demonstrar sua posse sob tais.
Outrossim, segundo o historiador e professor universitário israelense Yuval Noah Harari em seu livro “Homo deus”, na Era Medieval quem detinha território por consequência possuía o controle, após a Revolução Industrial o qual era retido por junção monetária e atualmente o poder é concentrado nas grandes empresas de redes sociais. Não obstante, o ser humano alimenta as quais diariamente com fotos e informações, pois é vítima de uma sociedade que visa a demonstração de um estilo de vida surreal e carente de princípios morais e psicológicos.
Diante do exposto, portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual da sociedade brasileira, urge que o Ministério de Tecnologia e Informação, crie, por meio de verbas governamentais, programas que protejam as informações das pessoas na internet e leis que punir empresas que tentarem surrupiar dados nas redes cibernéticas, aplicando multas para penalizá-las e revertendo o dinheiro destas em programas que visem educar os cidadãos quanto ao perigo de fornecer informações. Cabe, ainda, ao cidadão brasileiro ter mais discernimento quanto ao uso das redes sociais. Logo, entender que é possível fugir da ignorância mesmo vivendo perto dela.