Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 07/05/2020

O filme “Snowden” relata como o governo norte-americano espionava nações e usava isso para benefício próprio. Todavia, o monitoramento dos usuários sem seu consentimento no Brasil é realizado por diversas empresas e mostra a necessidade de autoconhecimento na era digital para evitar o cenário alarmante, em especial no que concerne à manipulação comportamental e à falta de segurança digital. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.

A priori, os sítios digitais conhecem mais dos gostos e vontades dos indivíduos que eles próprios e se apoderam disso para lucrar. Consoante a isso, o pensador contemporâneo Pierre Lévy desenvolveu o conceito de “cibercultura”, o qual caracteriza a internet como um fenômeno cultural que muda o agir e pensar das pessoas. Nesse âmbito, grandes negócios controlam seus públicos, pois, além de armazenar seus dados e fornecer a eles informações e serviços específicos, controlando-os, vendem e permitem que outras empresas também usem desses usuários. Destarte, é medular tornar a sociedade consciente das ações de controle.

Outrossim, a distribuição inconsciente das informações pessoais corrobora para o panorama caótico. Sob esta ótica iminente, o Humaniza Redes é um programa governamental de enfrentamento das violações dos direitos humanos, como o de liberdade e segurança. Nesse espectro, o cidadão não está ciente de quanto de suas informações são acessadas pelos sites, o que o torna exposto e desprotegido virtualmente. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade de tornar claro ao brasileiro quais informações pessoais suas são conhecidas e como elas são usadas pelas redes.

Portanto, com o fito de alertar os cidadãos sobre como seus dados são adquiridos e usados para influenciá-los, o Humaniza Redes deve disponibilizar um manual sobre o uso dos algoritmos. Esse manual instruiria sobre como proteger as informações pessoais no meio digital. Somente assim, não serão necessários mais “Snowdens” para informar sobre como os usuários são controlados e manipulados.