Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 16/05/2020
O Brasil, por suas características de crescimento, e apesar da crise do corona vírus, é classificado como um país moderno. Tal conceito pode ser, no entanto, questionado diante dos indicadores sociais como, por exemplo, a demora do Poder Legislativo em regulamentar o uso de sistemas de informação, para que estes não sejam produzidos, a fim de causar danos aos indivíduos menos instruídos. Nesse contexto, torna-se passível de discussão os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital, seja no consumo desenfreado, seja para manipular a opinião pública.
De um lado, percebe-se cada vez mais o uso da internet entre os indivíduos no ato de consumir. Esse fato se torna evidente nas plataformas digitais — com tecnologia que induz os usuários à consumir de forma exagerada. Esse processo, todavia, é mediado por algoritmos em que, as escolhas do cliente são gravadas, e, em outro momento oportuno do comprador, na plataforma, são oferecidos produtos análogos aqueles selecionados anteriormente. Dessa maneira, Infelizmente, essa prática frente as pessoas que não possuem autoconhecimento são vítimas da economia, o que põem em risco a boa relação entre consumidor e indústria.
Por outro lado, a ausência do autoconhecimento pode ser usado por figuras públicas, no intuito de manipular a opinião dos eleitores, para obter vantagens políticas. Sob esse viés, é de suma importância citar a crescente utilização das redes como, por exemplo, Instagram, Twitter e Facebook nos movimentos sociais. Sob essa ótica, é comum a disseminação de ideias que pregam à violência entre os grupos políticos de oposição — como esquerda e direita. Dessa forma, predomina-se, outra vez, o efeito negativo da tecnologia para o sucesso dessa prática abusiva de políticos para com pessoas humildes.
Destarte, a falta do autoconhecimento representa uma ameaça não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. O Governo, nesse sentido, mediado pelo Poder legislativo deve criar lei que determine em quais circunstâncias seja permitido o uso de algoritmos ou de qualquer espécie de tecnologia em plataforma digital que esteja passivo de manipular pessoas. Essa ação deve ser feita por meio de discussão com o congresso e a sociedade civil organizada com a participação da imprensa nacional. Ademais, para melhor eficiência desta lei, é importante que esta determine a suspensão do alvará de funcionamento das empresas que vendem sistemas de “robôs” que ajudam influenciar a opinião do povo nas redes sociais. Com isso, a sociedade, paulatinamente, fica isenta de práticas oportunistas e com mais liberdade para buscar acesso à educação e superar a passividade do autoconhecimento.