Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 11/05/2020

Diante da obra “De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?”, pintada por Paul Gauguin, é perceptível que a busca pelo autoconhecimento sempre foi presente durante a história da humanidade. Entretanto, hodiernamente, é preponderante a falta de autognose na esfera digital, o que é maléfico para a sociedade, visto que torna o usuário mais influenciável devido à tentativa de fuga da solidão e à busca por aprovação.

Mormente, é evidente que as redes digitais são usadas como um meio de fugir da solidão que é causada pela ausência do autoconhecimento. Isso é perceptível no filme “Modo Avião” em que a protagonista se sente sozinha quando está sem acesso às redes sociais até que consegue promover seu conhecimento acerca de si mesma. Logo, a frase do filósofo Sócrates “conhece-te a ti mesmo” reforça a moral desse filme, uma vez que reitera que a ausência da autognose pode tornar o usuário refém das redes.

Ademais, a ausência do autoconhecimento fragiliza os usuários a ponto de fazê-los buscarem pela aprovação alheia, por meio de “curtidas” e compartilhamentos de suas postagens. De fato, isso é evidente na canção “Desconstrução”, composta por Tiago Iorc, no seguinte trecho: “Dramatizou o vil da rotina /Como fosse dádiva divina /Queria só um pouco de atenção”. Dessa forma, o cenário retratado na música nacional expressa o quadro de vulnerabilidade de boa parte dos usuários digitais. Isso também é evidente na popularização do jogo “Baleia Azul” no ano de 2015, uma vez que o jogador era regularmente incentivado por comentários e curtidas anônimas.

Portanto, é evidente a fragilização do usuário sem autoconhecimento na era digital. Nesse sentindo, o Ministério da Educação deve incentivar a autognose, por meio da promoção de debates e de acesso à psicólogos para todos os estudantes, com o intuito de evitar a vulnerabilidade na redes digitais por parte do público jovem. Além disso, é dever do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações instruir o acesso seguro à rede mundial de computadores, por intermédio de campanhas publicitárias instrutoras e da fiscalização de sites populares, com vistas a resguardar a integridade do cidadão. Assim, será possível ampliar o autoconhecimento para toda a sociedade e, consequentemente, evitar os malefícios de sua ausência.