Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 22/06/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal Dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos direito à liberdade, lazer e ao bem-estar social. Conquanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o autoconhecimento na era digital não se encontra efetivada na sociedade. Desse modo, a pressão social em consonância com a manipulação são os principais pilares para esses conflitos.

Em primeiro plano, vale salientar a tendência a se encaixar em modelos sociais como agravador do impasse. Segundo o sociólogo Max Weber, em sua análise do comportamento do indivíduo na população, ao se enquadrarem em padrões ditados pela sociedade o ser humano perde sua própria identidade. Sob ótica, internautas busca aprovação por meio das mídias resultando em uma certa satisfação. Dessa forma, ao buscar agradar os grupos sociais acabam se distanciando do que realmente acreditam se tornando apenas um ser que reproduz estereótipos intrinsicamente ligados a sociedade.

Paralelamente a esse cenário, surge a manipulação como consequência da falta de autoconhecimento. A proporção que os internautas se movimentam na era digital, perdem boa parte de escolha, sendo induzidos a consumirem apenas o lhes agrada, impossibilitando o acesso a diferença, assim se tornam alvo das suas próprias publicações mantendo um ciclo de manipulação e falta de identidade. Dessa maneira,  a frase dita pelo filósofo Sócrates, conheça a ti mesmo, não se aplica.

Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com o intuito de mitigar a falta de autoconhecimento, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais, por meio de workshops nas escolas com palestras e oficinas abordando a importância de ser ter uma própria identidade se reconhecendo, e alertando sobre o perigo da manipulação. Somente assim a Declaração dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.