Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 11/05/2020

“Conhece-te a ti mesmo”, essa é uma das mais famosas falas do filósofo grego Sócrates, que levava o homem à reflexão sobre o autoconhecimento. Sócrates também acreditava que conhecer-se é uma das bases de ter uma vida mais equilibrada, autêntica e feliz. Na era digital, a realidade não é diferente, visto que, ter conhecimento sobre si é essencial, pois é isso que permite o indivíduo manter sua singularidade e não temer a reprovação alheia.

A princípio, é possível notar como a era digital, com a qual estamos vivendo, tem tornado as pessoas parecidas, tendo em vista que estas não têm uma personalidade própria pela falta do autoconhecimento. Assim, elas acabam perdendo sua identidade, são facilmente influenciadas e, por consequência, se tornam igual às outras.

Da mesma maneira, é visto como o indivíduo sem um conhecimento de si reage diante da reprovação da sociedade. É válido destacar um trecho da música “Me Adora”, da cantora brasileira Pitty: “Não importa se eu não sou o que você quer, não é minha culpa a sua projeção”. Nota-se, então, como o eu-lírico desta música tem confiança por se conhecer, não deixando que a sociedade fale quem ele é e não se preocupando com a visão do outro sobre si. Logo, percebe-se que o autoconhecimento é fundamental para uma vida saudável, pois só assim é possível saber quem é sem temer o que terceiros irão pensar e sem ser afetado pela reprovação alheia.

Infere-se, portanto, é preciso que o Ministério da Tecnologia (MCTIC) crie cursos online e gratuitos sobre inteligência emocional, para que, assim, internautas possam se conhecer e ter uma vida mais saudável pela internet. Ademais, cabe à sociedade intervir com livros digitais - já que este alcançará  mais pessoas -, artigos e “posts”, falando sobre a importância de conhecer a si mesmo para se relacionar com o próximo. Dessa forma, será possível ter uma navegação mais segura e sem os riscos causados pela falta do autoconhecimento, também conhecer a si mesmo, como já indagava o filósofo Sócrates.