Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 15/05/2020
Na popular e humorística obra cinematográfica “Delírios de consumo de Becky Bloom”, a personagem americana Becky lida corriqueiramente com sua quase incontrolável obsessão por compras. De propagandas televisivas à vitrines, praticamente tudo se transformava em um grande desejo de consumo para a jovem sonhadora, mesmo que não tivesse qualquer utilidade posterior ou mesmo dinheiro para comprar, tornando-a inconsequente.
Da mesma maneira que Becky não filtrava o que poderia ou não ser útil para si, o mundo real não é tão diferente. Inúmeras pessoas, de todas as idades, são diariamente bombardeadas com propagandas, especialmente através dos meios digitais, de produtos que são minunciosamente filtrados por algoritmos a serem vistos como “indispensáveis”, o que levaria o consumidor a ter uma vida ilusoriamente mais versátil e descontraída.
Isso ocorre, majoritariamente, devido ao fato de boa parcela desses consumidores nunca terem feito uma autoanálise dos seus gostos, desgostos e de suas reais necessidades. Então, é totalmente correto e vital que cada um questione: O que eu realmente preciso? O que determinado (a) bem material ou possível conduta falaria sobre mim? Já senti necessidade disto antes?
Assim, se cada cidadão colocar em prática exercícios de autoconhecimento, certamente haverá mais consciência e sabedoria na hora das tomadas de decisão e, concomitantemente, maior satisfação pessoal e coletiva.