Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 15/05/2020

Na canção “Mrs. Potato head”, da estadunidense Melanie Martinez, é exposto uma alusão a necessidade de obter uma aparência delimitada bonita pela sociedade atual. Com a letra “ninguém vai te amar se não for atraente” Melanie mostra a ânsia de tornar-se se algo que não se identifica, mas sim, algo que a sociedade irá achar cativante, o que portanto, leva a falta de autoconhecimento. Com isso, atualmente, pensamentos como esses são típicos na era digital, fazendo com que pessoas não tenham conhecimento sobre si próprias, o que tem como principal circunstância a alta proeminência que a mídia da para corpos magros, que influência diretamente a necessidade de estar em um modelo padrão.                A priori, é nítido que falta de autoconhecimento no período digital, tem como principal fruto a protagonização dada pela mídia para corpos magros. Segundo o filósofo John Locke, os seres humanos nascem como folhas em branco e, ao longo de suas vidas, vão moldando-se a partir de suas experiências. Dessa maneira, quando a mídia, pressupõe que corpos magros são modelos a serem seguidos, influenciam sucessivamente indivíduos a não se sentirem bem com seus corpos. Em suma, é possível considerar que a mídia sabendo que possuí mecanismos para influenciar a população ao invés de utilizar desta ferramenta para demonstrar que todo tipo de corpo é bonito, aplica no sentido oposto a isto.

Ademais, é imperativo pontuar que com persistência do cenário midiático em tornar pessoas com o mesmo padrão de estética, ocorre, por conseguinte, a busca incessante por estar sempre belo perante o olhar dos outros. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 4,7% da população brasileira têm algum tipo de transtorno alimentar. Esse cenário é presente pois grande parte daquilo que é considerado belo na sociedade contemporânea é determinado pela mídia, que como supracitado, tem como bem-posto somente uma estrutura física. Dessa forma, se esse quadro não mudar, o número de pessoas que não se sentem bem com sigo mesmas virá a ser progressivo.                      Dessarte, cabe ao Ministério da Educação (MEC) juntamente com o Ministério da Saúde (MS) por meio de verbas governamentais, criar programas televisivos e palestras gratuitas em locais públicos que corroborem para que pessoas de diferentes idades e diferentes pesos possam concretizar em suas mentes que o bonito não é o que a mídia impõe, mas sim o modo como se senti confortável, visando que o número de pessoas que não se sentem bem com sigo mesmas seja declinar. Tornando desse modo, com que a música “Mrs. Potato head” não seja um reflexo da sociedade atual e que pessoas tenham mais autoconhecimento na era digital.