Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 18/05/2020
O sociólogo Max Weber fala sobre a importância das relações sociais, pois durante a vida, as pessoas desenvolvem diversas convivências que são fundamentais para a evolução da sociedade e dos seres humanos. A partir disso, a sociabilização é fundamental para o desenvolvimento social, uma vez que ela integra os grupos sociais. Entretanto, essas relações, muitas vezes, é comprometida pela falta de autoconhecimento que as pessoas têm de si próprias, pois a carência dela limita o desenvolvimento durante a jornada pessoal e impede as pessoas de se relacionarem de forma harmoniosa. Nesse contexto, medidas são necessárias para conter e modificar o atual cenário.
Em primeiro lugar, na sociedade informatizada e tecnológica atual, muitas pessoas se expõem demasiadamente nas redes sociais, a fim de receberem muitas visualizações e “likes”, isso tudo a fim de se satisfazer frente a essa sensação do que os outro têm a seu respeito. Porém, o que muitos não sabem ou não percebem, é que mais importante que isso, é conhecer a si próprio, afinal, se auto conhecer é isto, saber controlar suas emoções, tanto negativas quanto positivas. Não obstante, ela serve para identificar e superar uma limitação, e a partir disso, tornar possível uma mudança de um comportamento indesejado. Dessa forma, a ausência desse autoconhecimento gera consequências que interferem diretamente na vida pessoal e profissional dos indivíduos.
Em segundo lugar, conforme uma matéria do G1, ‘“como fazer que as pessoas gostem de mim’” foi uma das dúvidas mais buscadas no Google em 2019, isso só corrobora como cada vez mais as pessoas buscam esse reconhecimento exteriormente a si. Nesse sentido, as consequências de não procurar entender suas limitações e dificuldades interiormente provoca um constante estado de estresse e ansiedade, conflitos no relacionamento, transtornos de ansiedade, frustrações nos objetivos da vida e falta de autenticidade e espontaneidade. Assim, conhecer a si serve para harmonizar as diversas áreas da vida e contribuir para uma saudável relação em sociedade, sem que haja um empecilho que comprometa esse desenvolvimento.
Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com os municípios, disponibilizem mais psicólogos, terapeutas e psiquiatras nos postos municipais, a fim de atender um maior número de pessoas e tornar esse serviço mais acessível aos cidadãos em vulnerabilidade socioeconômica. Assim como uma maior participação desses profissionais nos ambientes escolares, justamente para que as pessoas tenham um desenvolvimento acompanhado e ordenado, evitando futuras interferências psicológicas e pessoais. Tudo isso fará com que os indivíduos tenham uma vida mais feliz e confiante, com menos frustamentos e maior sucesso profissional.