Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 16/05/2020

Dois agentes participam na formação da mentalidade de uma pessoa: o próprio indivíduo e suas escolhas e a influência de tudo ou todos ao seu redor. Na era digital, é muito fácil a quebra desse equilíbrio para o lado das forças externas, onde pessoas que não se conhecem são vulneráveis a companhias de marketing e estelionatários, que usam os hábitos das pessoas para empurrar ideias e mercadorias em detrimento do outro.

O meio digital, sendo populoso e dinâmico, é extremamente lucrativo para negócios que usam propagandas para incentivar pessoas a consumirem um serviço ou objeto. A internet, por ser povoada por milhares desses negócios, bombardeia usuários constantemente com informações materialistas. Como consequência, aqueles que não sabem o que precisam ou não consumir, servem de massa de manobra para pessoas e grupos interessados apenas em dinheiro.

Além do lucro, a influência de pensamento é a segunda força motriz da “internet”. Muitas pessoas se fazem do ambiente digital para propagar suas ideias, onde um grande número de pessoas podem acessá-las. Verdadeiras ou falsas, uma pessoa que não tem ideias próprias e consolidadas, seguirá essas opiniões ditadas por outros, com base em seus sentimentos pessoas e um instinto de pertencer a uma determinada “tribo”, tendo a impressão de ter feito uma escolha certa e racional.

Para o pensador John Locke, a mente humana é como uma folha branca, cujo conteúdo é preenchido por experiências externas. Um ser humano não pode ser completamente isento de influências exteriores; mas, para não se tornarem marionetes de terceiros, as pessoas devem exercer um equilíbrio entre aquilo que pensam e aquilo que lhes são expostas. Usuários devem fortalecer seus compassos morais, ter mente aberta e principalmente serem céticos quanto a necessidade de comprar ou acreditar em algo, ao menos que queiram se afogar no mar de informações de pensamentos que é o mundo digital.