Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 24/05/2020
A busca de conhecimento,para que consequentemente a qualidade de vida seja melhorada,sempre foi uma característica da humanidade.Desde dos filósofos gregos,que questionavam,por exemplo,os fenômenos naturais,até os cientistas atuais que buscam a cura para o vírus do Covid-19.Nesse contexto,a ´´era digital´´ aparece como novo meio de proporcionar aprendizado.Entretanto,a falta de discernimento das pessoas com essa mídia,resultado do uso descontrolado e pela ganância do sistema capitalista,causa problemas de ordem sanitária e social.
Em primeiro lugar,vale salientar o descontrole que muito usuários possuem, quando utilizam a internet.Como se não bastasse,as horas intermináveis nas redes sociais,os sites de busca prendem as pessoas conforme facilitam no acesso ao conhecimento.Todavia,existe muita informação errada que acaba influenciando os internautas.Por exemplo,segundo a Organização Mundial da Saúde ,vinte e nove por cento dos óbitos,no Brasil,tem consequência na automedicação,que por sua vez teve ´´orientação´´ adquirida por meio do Google(site de busca).Essa infeliz constatação,mostra o resultado de uma cultura que acredita na comodidade em obter resultados,valorizando assim os meios fáceis ,mesmo com consequências ruins.Dessa forma,a utilização exacerbada e a falta de consciência,que para o filosofo brasileiro Pondé, é um dos agravantes da contemporaneidade,constituem problemas que podem levar a perdas humanas.
Ademais,a exposição de dados na ´´grande rede´´,seja na mídias sociais ou pelo endereço de IP(código de identificação de cada internet) é algo que interessa as empresas,sites de vendas e partidos políticos.Na medida em que, traçando um perfil do potencial cliente, fica mais fácil vender o produto.Esse cenário,deixa o internauta exposto a determinados materiais,como videos e e-mails, que o induzem a tendências e pensamentos.Haja vista o número de compradores compulsivos,segundo o Ministério da Saúde, dez por cento dos brasileiros.Assim,a influência que os usuários recebem,sem alternativa ou escolha,tem apenas a intenção de obter lucro,este que para o filosofo alemão Karl Marx, é o principal motivo para o bem estar das pessoas ficar em segundo plano.
Por fim,fica evidente o problema e a necessidade de resolvê-lo.Logo,cabe ao Ministério da Saúde,em parceria com os meios de comunicação,criar campanhas educativas que orientam a população sobre as consequências da automedicação e a necessidade de procurar o médico,para que desse modo o número de mortos em decorrência desse atitude diminua.Outrossim,o Ministério Público ,junto com o Procon(autarquia de defesa do consumidor),deve propor a ampliação dos canais de denúncia,contra propaganda excessiva e atuar as empresas que estiverem com essa conduta,criando exemplos.