Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 25/05/2020

Ansiedade, depressão e falta de autoconhecimento. Este é o perfil do jovem que no período contemporâneo está diante de um mundo virtual, onde se romantiza desejos como cirurgias plásticas e produtos cosméticos e ridiculariza aqueles que não seguem esse padrão que é proposto pela rede. Frente à isso, os jovens que são o maior público alvo da internet, ficam expostos à terem problemas psicológicos devido as plataformas digitais influenciarem um padrão à ser seguido, o que pode acarretar também a consequências piores como o suicídio e o linchamento virtual.

Inicialmente, um entrave é a mentalidade retrógrada da população que agem como se os padrões definidos pela internet fossem normais, e realmente acreditarem que quem não os segue possa ser ridicularizado. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, “quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada”. Um exemplo disso é a discriminação de pessoas que têm um nariz caracterizado como grande, diferente do que é influenciado na rede ou quando a pessoa opta por não querer se submeter a uma cirurgia para mudá-lo, ela automaticamente é ridicularizada e submetida a linchamentos em sua rede social, e isso é extremamente grave, uma vez que a pessoa pode ser ridicularizada a tal ponto que queira fazer uma cirurgia por pressão, e caso não tenha como fazer, pode tomar atitudes mais drásticas como tirar sua propiá vida.

Outro desafio enfrentado pela falta de auto-conhecimento é que, o mundo virtual não se preocupa em manter representatividade para todos, ela apenas cultiva a maioria e desclassifica a minoria e suas características. Segundo o site O GLOBO “O Instagram é a rede que mais influencia jovens a quererem mudar uma parte de seu corpo esteticamente”. Deixando à mostra que, as pessoas querem mudar pois não se sentem confortáveis consigo mesmas e querem ser como a maioria, pois a internet mostra que sua forma não é tão bonita quanto o padrão. Em adição, segundo Habermas  " incluir não é só trazer para perto mas também crescer com o outro". A frase do filósofo mostra que, enquanto a rede não ser inclusiva à todos a minoria persistirá com seus problemas.

Destarte, para que as pessoas não sejam mais influenciadas pela rede e possam ter mais conhecimento sobre si mesmas, é preciso que o governo junto com a mídia promova propagandas, por meio da televisão e plataformas digitais, a fim de ensinar a como não ser influenciado com métodos para se conhecer melhor. Além do mais é necessário por meio dessas propagandas o repúdio de qualquer imposição ao padrão da maioria, deve preservar o jeito que cada um é. Diminuindo assim o padrão imposto pela rede, e acabando com os problemas psicológicos que levam ao suicídio.