Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 19/05/2020

Hodiernamente, estamos vivendo um momento de intensa transformação. A evolução tecnológica mudou a maneira com que nos relacionamos, trabalhamos e vivemos. Nesse contexto, não se utiliza mais jornais e revistas. As redes sociais dominam. Sendo assim, tudo é exposto na internet, mostrar que você é feliz, mesmo que não seja, passou a ser quase uma obrigação, podendo ter como consequência, problemas emocionais.

Em primeira análise, muitas pessoas simulam ter a “vida perfeita” com roupas de marca, viagens internacionais e muito dinheiro. Consequentemente, os visualizadores criam expectativas de vida baseado no que se vê digitalmente, podendo ocorrer frustrações ao não alcançar tais expectativas. “O ser humano criou a necessidade de se expor em um grupo virtual. É possível criar fantasias nesse mundo e uma imagem daquilo que gostaríamos de ser”, diz Ana Luiza Mano, psicóloga do núcleo de pesquisa de psicologia em informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Nesse cenário nada saudável, o visualizador se sente inferior, tendo como consequência, a infelicidade. Dessa forma, o autoconhecimento é essencial, pois é a partir dele que o individuo se permite descobrir suas qualidades, capacidades, bem como seus pontos que devem ser melhorados. Só para exemplificar, Cayetana Grajera, personagem ficcional da série Elite, utiliza de redes sociais para se passar por uma menina rica com a vida perfeita, sendo que na realidade, ela era apenas outra menina comum.

Em síntese, é evidente quão importante o autoconhecimento é para que os internautas possam se conhecer e ter uma vida mais saudável pela internet. Portanto, cabe ao Ministério da Educação formalizar e aplicar medidas de caráter social e educacional. Além disso, essas medidas devem ressaltar a importância de manter o contato físico e a importância da felicidade, a fim de acabar com o uso excessivo das redes.