Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 22/05/2020

Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas, característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, no Brasil, nota-se uma liquidez no que se refere à falta do autoconhecimento na era digital, sendo os perigos de ciladas virtuais e as consequências das confusões mentais, os principais fatores para este norteamento. Assim, convém sondar essas problemáticas e propor soluções para dirimi-las.

Em primeira análise, é elementar que os perigos de ciladas virtuais é preocupante quando não há habilidade do autoconhecimento. No documentário brasileiro “Acidentes Virtuais” relata os acontecimentos sofridos de pessoas “frágeis” na internet e as suas lições. Com isso, a relação  do documentário com o cenário atual é evidente, pois a fragilidade mental do autoconhecimento acaba deixando que outras pessoas tenham um monitoramento e influência sobre si. Desse modo, a resultante disso são as ciladas virtuais ocorridas e o dano moral e material sofrido.

Outrossim, é entendível que as confusões mentais ocasionam várias consequências, principalmente na era digital. De acordo com o Nexo Jornal, profissionais da psicologia afirmaram que mais da metade da população jovem dependem da aprovação de terceiros para se sentirem bem. Sob esse viés, esse declínio de segurança própria é muito recorrente nas redes sociais, no qual, pessoas se doam para conseguir elevados números de curtidas, comentários e compartilhamentos, para então, se sentirem aceitas. Logo, deve-se buscar outras medidas para aprimorar-se.

Portanto, diante aos fatos supracitados, é mister afirmar a importância sobre o autoconhecimento na era digital. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o teor da mídia, promover métodos informacionais, por meio de palestras com psicólogos, projetos educacionais e de cunho incentivador, que visem orientar a população sobre as causas dessas problemáticas e os meios de resoluções. Só assim, não existirá uma liquidez no Brasil, mencionado por Zygmunt Bauman.