Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 28/05/2020
De acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, a mídia é um “corpo docente”. Ou seja, ela possui o poder de manipular um certo tipo de comportamento a ser seguido por parte dos indivíduos. Essa ideia pode ser associada aos efeitos da falta de autoconhecimento na era digital quando, na verdade, isso deve ser combatido por meio do apoio da instituição escolar e da sociedade civil. Entretanto, a banalização dos veículos midiáticos e a negligência da escola agravam tal problema no Brasil.
Primeiramente, é importante compreender que, segundo o filósofo Foucault, a “docialização dos corpos” é um processo de instrumento do poder disciplinar. Isso significa que a mídia pode controlar um corpo para seguir um padrão imposto pelo meio social, o que resulta nos efeitos da falta de autoconhecimento na era digital. Essa prática acontece porque, muitas vezes, os veículos midiáticos são um “monopólio” para a conquista e manutenção de controle, como usado na Alemanha Nazista. Dessa forma, percebe-se que parte dos indivíduos seguem o mesmo tipo de comportamento e, assim, não conhecem o seu verdadeiro “eu”. Logo, é preciso que o Estado crie um aplicativo de celular para melhorar a questão da falta de autoconhecimento na era digital.
Além disso, há também a negligência da escola que é mais um problema para agravar os efeitos da falta de autoconhecimento na era digital. Isso pode se relacionar à “Modernidade Líquida” que, de acordo com o sociólogo Bauman, é o processo da liquidez das relações humanas. Ou seja, há uma fragmentação dos laços afetivos entre parte da instituição escolar e dos estudantes, o que resulta na consequência de um mau comportamento destes. Isso acontece porque, muitas vezes, uma parcela das escolas não desenvolvem o afeto por estar fora da lista de conteúdos, visto que é mais importante aprender qual é o maior rio do mundo do que trabalhar o autoconhecimento aplicado na era digital. Dessa forma, fica evidente que o problema no âmbito da tecnologia é reflexo da negligência do corpo docente em apresentar a afetividade apenas por meio de orações e abraços antes da aula e, assim, todos saem depois no “tapa”.
Portanto, a fim de melhorar os efeitos do autoconhecimento na era digital, o Estado deve em, associação aos centros educacionais, criar o aplicativo “Conhecer-se” com o apoio de especialistas para ajudar a se manter livre do padrão imposto pela mídia. Junto a isso, a sociedade civil, precisa organizar, em parceria com o governo, fóruns nas comunidades para associar a formação escolar ao problema da ausência de autoconhecimento aplicado na tecnologia. Ademais, a escola necessita produzir debates com a presença de psicólogos e da participação da família a fim de abordar a questão do afeto para que, assim, todos saibam se proteger da manipulação do “corpo docente” da mídia.