Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 26/05/2020

O aforismo do grego antigo “conhece-te a ti mesmo”  é uma das máximas délficas e foi inscrita no pronau (pátio) do Templo de Apolo em Delfos. Atualmente, no brasil é possível observar a importância do autoconhecimento  como agente defensor da autonomia individual e da capacidade enfrentar problemas em um mundo cada vez mais digital.

Em primeira análise,  o autoconhecimento é imprescíndivel para a identidade do indivíduo e, indubitavelmente, as redes sociais dificultam a difusão da autonomia individual,pois, os usuarios são influenciados pelos grandes produtores de conteúdo a adquirir certos hábitos, cerceando a liberdade de expressão de maneira inconsiente. De acordo com o filósofo, Jean paul sartre, o homem é condenado a ser livre. Logo, atitude dos “digital influencers” contraria a lógica de sartre, evidenciando a necessidade  de valorização do pensamento critíco em detrimento de uma opinião homogênea comandada oligarquicamente.

Em segunda análise, um estudo realizado pelo jornal The New yorker, mostra que 65% dos participantes da pesquisa alegam ter dificuldades em definir prioridades em situações do cotidiano. Nota-se, que a dificuldade de tomar decisões está intimante ligada com a crise identitária, algo que o filósofo Friedrich Nietzsche queria deixar claro em sua frase “torna-te aquilo que és, e tua vida aplaudirá teu novo eu” em seu livro entre o bem e o mal.Portanto, sabendo exatamente quem se é, a vida se torna mais clara.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o estado promova campanhas envolvendo acompanhamento psícologico gratuito, com intuito de estimular a descoberta de si mesmo, por meio de sessões de terapia opcionais nas escolas, universidades e institutos federais. So assim promoveremos a homogeneidade do corpo social, com pessoas mentalmente mais capacitadas para  ao seu bel-prazer tomar decisões. Anulando, a enorme influência dos influenciadores digitais sobre os usuarios assim  caminharemos para uma sociedade autônoma e critíca como queriam Sartre e Nietzsche.