Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 28/05/2020

Segundo o filósofo Sócrates, o ser humano dever conhecer-se a si mesmo para ter conhecimento de outras coisas. Dessa forma, a falta do entender-se pode comprometer diversas áreas da vida dos indivíduos e, assim, torná-los controlados por “poderes maiores”. Ademais, a ausência do autoconhecimento pode levar as pessoas a se sentirem sós, buscar refugio nas redes sociais, muitas vezes por carência, e levar a exposição excessiva de suas vidas particulares.

Em primeira análise, de acordo com a escritora brasileira Clarice Lispector, quando o indivíduo não tem uma formação adequada, ele vive como “marionete” do sistema (o governo). Seguindo essa óptica, quando o ser humano tem um conhecimento limitado de si mesmo, é certo que pessoas que tem mais “poder” na sociedade podem controlar sua vida. Assim, é necessário que essas pessoas que são controladas por poderes maiores, tomem conhecimento da situação em que estão vivendo, para que não sejam vítimas de alienação.

Em segunda análise, segundo o pensador Michel Foucault, Édipo (personagem da mitologia grega) cegou-se não por culpa, mas por excesso de informação. Desse modo, o excesso de informação exposta nas redes sociais pode ser de grande perigo, visto que muitas empresas e governos tem muitos “hackers” (indivíduo com diverso conhecimento tecnológico, que se dedica a modificar e observar informações internas de aparelhos digitais) e podem usar as informações encontradas das pessoas a favor de tais instituições.

Nesse sentido, conclui-se que, para que os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital sejam amenizados, as Instituições de Ensino devem incentivar o autoconhecimento nos jovens e adolescentes, através da inclusão de matérias acadêmicas que visem a importância do autoconhecimento nos dias atuais. Ainda, as escolas também devem promover palestras para toda a população no intuito de alertar as pessoas, principalmente aquelas que estão em processo de formação, para os perigos na exposição de informações em excesso nas redes sociais, para que a sociedade possa se reconhecer e não torne-se “marionete” no sistema.