Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 28/05/2020
A série “Black Mirror” retrata um mundo ficcionado na era digital, na qual as pessoas são escravas do consumo, do poder, formando-se numa sociedade do espetáculo. Infelizmente, essa situação compactua com a realidade do século XXI. Além disso, a falta do autoconhecimento no meio tecnológico é um problema social, manifestando-se de diversas maneiras, causando-se efeitos prejudiciais e expondo a índole humana.
Nessa perspectiva, segundo o filósofo Guy Debord " Tudo que era vivido diretamente se tornou uma representação das imagens e não no plano da própria realidade". Desse modo, leva-se a sociedade a uma escassez do autoconhecimento e, consequentemente, ocasionado pela manipulação das hipermídias, principalmente por redes sociais, em que são usadas para fazer selfies trazendo-se a ocupação total na vida social em busca da acumulação de resultados que conduz a busca generalizada do ter e do parecer para estranhos.
Por outro lado, na letra da música da cantora Pitty diz, “Não importa se eu não sou o que você quer, não é minha culpa a sua projeção”, na canção mostra um eu-lírico de confiança que não aceita que sociedade fale por si. Sob esse prisma, percebe-se que o autoconhecimento é fundamental para uma vida saudável na era digital, pois só assim é possível ser quem você é sem temer sobre o que terceiros irão pensar.
Portanto, levando-se em consideração esses aspectos, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim como, cabe o Ministério da Tecnologia (MCTIC) criar cursos onlines e gratuitos sobre os perigos da falta do autoconhecimento na internet. Ademais, cabe também a sociedade intervir com livros digitais, pois são de fáceis acessos, falando sobre a importância de si conhecer e como relacionar com o próximo.