Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 27/05/2020
Segundo o filósofo Sócrates, ter consciência da própria ignorância é ser sábio, e para alcançar essa sabedoria é necessário a obtenção do autoconhecimento. Todavia, na era digital, há uma corrupção de identidades de forma que o indivíduo não reconhece mais a suas próprias vontades e reflete tanto em efeitos na sociedade quanto no psicológico individual.
Juntamente a era digital surgiu uma nova forma de sociedade, marcada principalmente pela escravidão por rótulos e padrões. Neste âmbito, o autoconhecimento se transforma em uma opção de fuga dessa distopia virtual. Uma vez que, através, sobretudo, do consumo e dos novos meios de comercialização, ocorre uma forma de indução, quase imperceptível, da massa, conduzindo-a para um locus onde tudo o que é externo, ou não é complacente com este comportamento, pode ser errôneo ou ilógico.
A infoera auxiliou em inúmeros desenvolvimentos pessoais, no entanto, muitos indivíduos não acompanharam esse raciocínio de forma positiva. A informação dos seguimentos coletivos passou a ser propagada mais rapidamente, ou seja, a cada segundo as tendencias mudam. Essa instabilidade acentua o que o sociólogo Zygmund Bauman chama de sociedade líquida, e esse imediatismo dos fatos, a rapidez com que tudo se modifica, transforma situações comuns nas mais diversas alterações psicológicas, sobretudo em ansiedade e depressão.
Uma identidade corrompida fere o autoconhecimento do indivíduo, e a era digital tem sido uma considerável contribuinte. É necessário que personalidades de cunho educativo alcance as bases de instrução de modo que, juntamente à profissionais de saúde psíquica, seja trabalhada a interação e o autoconhecimento, tendo como fundamento um locus digital para que os efeitos negativos da ausência do autoconhecimento sejam amenizados.