Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 29/05/2020
Com o avanço da Terceira Revolução Industrial, houve uma padronização do comportamento e do desejo dos indivíduos, afetando sobretudo os que não se autoconhecem. Diante disso, nota-se que, na era digital, a falta do autoconhecimento acarreta os seguintes problemas: baixo nível de criticidade e consumo alienado. Tais problemas são, infelizmente, o reflexo de uma geração “moldada” pela influência do espaço virtual.
De início, destaca-se que a sociedade, em geral, está mais desatenta devido à falta do próprio conhecimento e ao avanço da tecnologia. Com isso, destaca-se que a rotina das pessoas está cada dia mais ligada a esse avanço e, por não ser utilizado moderadamente, influencia no pensamento e, lamentavelmente, nas decisões, já que uma das maiores fraquezas do ser humano é não conhecer a si, o que é grave. Tal circunstância é retratada na terceira temporada da série Black Mirror, de Charlie Brokeer, uma vez que harckers habilidosos espionam um adolescente imaturo pela “webcam”, obrigando-o a cumprir tarefas de alto risco mesmo sem entender o propósito delas. Deste modo, é evidente que as pessoas estão perdendo o poder de decisão sobre suas prórpias ações.
Além disso, uma outra consequência da falta do conhecimento de si no mundo tecnológico é a padronização dos desejos e, por conseguinte, alienação ao consumir produtos e serviços. Isso se deve ao fato de que, com a grande velocidade de informações e tendências inerente ao mercado, a compra é feita não pela necessidade no tocante ao desejo pessoal, mas sim pelo que ela representa na sociedade. Essa prerrogativa é explicada pelo sociólogo Durkheim no conceito do Fato Social, o qual se dá por um poder coercitivo exercido sobre um indivíduo que, mesmo sem perceber, está submetido, o que é mutio preocupante. Dessa maneira, é notória que a carência do conhecimento interno é uma grande corroboradora para ações irracionais e sem finalidades.
Por fim, constata-se que o autoconhecimeto é fundamental para sensatez nas próprias decisões, sobretudo, na era digital . Assim, é notório que a sociedade deve buscar formas de não baixar o nível de criticidade, por meio de atividades que exercitem o poder da consciência de si, a exemplo do yoga que é considerada uma jornada individual que busca o bem-estar, com finalidade de se manter mais racional diante as decisões tomadas. Outrossim, as indústrias devem auxiliar a sociedade no que tange ao consumo inteligente, baseado nas vontades e necessidades internas, por meio de propagandas e de anúncios instrutivos, com a presença de profissionais ( ambientalistas, economistas e psicólogos) capacitados para essa função, com finalidade de um consumo racional. Desse modo, o avanço da tecnologia não será problema, pois os atos serão de acordo com a compreensão de cada ser.